Festival Instrumental Nacional será encerrado hoje na Maria Aragão

Nedilson Machado
DI EXCLUSIVO Rio de Janeiro (RJ) 05/03/2022 Quarteto Clarice em festival - Festival com o Quarteto Clarice, com as músicas Janaina Salles, Ana de Oliveira, Maria Teresa Madeira e Andrea Ernest Dias. Foto Ana Branco / divulgação
O Quarteto Clarice é uma das atrações nacionais que se apresentam hoje no Festival Instrumental Nacional (Foto/Divulgação)
Wagner Tiso também deverá se apresentar na noite de hoje

Com início às 18h, na Praça Maria Aragão, será encerrada neste domingo (21), a 1ª edição do Festival Instrumental Nacional (FINA), que começou na sexta-feira (19), reunindo alguns dos maiores músicos do país e do mundo.

Na programação de hoje estão: Jayr Torres Trio / MA (abertura), Wagner Tiso Trio e Quarteto Clarice. “A ideia é celebrar a diversidade da nossa música”,  diz o produtor local do evento Guilherme Frota.

Nesta edição, além de Wagner Tiso e Quarteto Clarice, participaram Hamilton de Holanda, Jaques Morelenbaum e Toninho Ferragutti, além de netos de Villa-Lobos, filhos de Tom Jobim e sobrinhos de Pixinguinha, entre outros, com programação inteiramente gratuita. O projeto tem o Patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de incentivo à Cultura, Realização Trem Mineiro.

O Festival tem idealização e curadoria de Giselle Goldoni Tiso, que não esconde o entusiasmo com o evento: “Temos uma música riquíssima, variada e com fortes influências dos três grandes pilares que a formataram: o africano, o indígena e o europeu. Em nenhum país temos essa variedade de estilos como temos aqui. Assim como na música cantada, vamos do samba ao jazz, do choro às sinfonias, da bossa aos ritmos nordestinos, sulistas, pantaneiros”.

A programação busca justamente contemplar essa diversidade dividida em três temas: a 1ª noite: do choro ao jazz; a 2ª noite: clássicos e ritmos da MPB e a 3ª noite: a MPB na música de câmara.

A escolha de São Luís para sediar o evento não foi por acaso. Além de ter por objetivo descentralizar o acesso à cultura, levando para locais fora do eixo Rio São Paulo, Giselle enaltece a cidade: “São Luís é um patrimônio da Unesco, uma cidade musical e com uma história de misturas, de muitos encontros”, celebra.

Além da programação dos shows, o FINA terá uma programação paralela composta por workshops: Jaques Morelenbaum – ‘O violoncelo e a música popular’ e Toninho Ferragutti  – ‘Estudo diário para acordeonistas’; uma aula show do Água de Moringa e uma palestra do Quarteto Clarice – ‘O papel da mulher na construção da MPB’.

Nas três noites, estão sendo realizadas ações de sustentabilidade, como parceria com ONG de reciclagem de lixo e medição de carbono para plantio de árvores na própria praça onde serão realizados os shows.

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