Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado em São Luís, possui capacidade para receber até 5,1 milhões de passageiros por ano (Foto/Divulgação)
A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) considera um sucesso o resultado do leilão realizado nesta quarta-feira, 7, na Bolsa de Valores de São Paulo, no qual foram concedidas para a iniciativa privada as administrações de 22 aeroportos brasileiros, entre os quais os aeroportos de São Luís e de Imperatriz. A FIEMA avalia que o amplo interesse de empresas e consórcios nacionais e estrangeiros pelo edital demonstra o resultado positivo das concessões aeroportuárias já realizadas no Brasil.
Apesar da crise atual e da queda da movimentação de passageiros em razão da pandemia, os contratos de 30 anos dão a segurança necessária para o investidor. Para o presidente da FIEMA, Edilson Baldez das Neves a inclusão dos aeroportos de São Luís e Imperatriz no bloco Central das concessões abre a perspectiva de uma rápida e desejada ampliação e modernização dessas unidades, o que, certamente, ampliará o fluxo de passageiros, permitindo, ao mesmo tempo, maiores conexões do Maranhão com outros territórios nacionais e, principalmente, internacionais, gerando impactos positivos na competitividade econômica e no desenvolvimento.
O Grupo CCR arrematou os blocos regionais Sul e Central (que inclui os aeroportos maranhenses), e a Vinci Airports ficou com o bloco Norte. Os valores pagos pelas outorgas dos três blocos, que somam R$ 3,3 bilhões e os investimentos previstos são de mais de R$ 6 bilhões nas próximas três décadas, são sinais claros da atratividade da infraestrutura brasileira.
Atualmente, a iniciativa privada já opera outros 22 aeroportos, que respondem por 66% da movimentação total de passageiros no país. Com o leilão desses três novos blocos, essa parcela deve subir para 78% de transporte de passageiros nos aeroportos nacionais.
Ficará faltando ainda as concessões de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro), dois dos principais aeroportos do país, que devem ser licitados no ano que vem. (Fonte/Fiema)



