Professora maranhense, Jacenilde Cristina Braga Soares, do Instituto Estadual de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão (Unidade Plena Itaqui-Bacanga)
A inovação pedagógica antirracista e pela equidade de gênero garantiu à professora maranhense, Jacenilde Cristina Braga Soares, do Instituto Estadual de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão (Unidade Plena Itaqui-Bacanga) a condição de finalista da 8ª edição do ‘Prêmio Educar para Equidade Racial e de Gênero’.
A homenagem integra a programação do encontro ‘Diálogos para uma Educação Antirracista’, que acontece nos dias 19 e 20 de outubro, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Além da premiação, o evento terá em sua programação oficinas de intercâmbio entre educadores, pesquisadores, organizações parceiras e lideranças negras, para debater os estudos e práticas antirracistas e de equidade de gênero na educação básica.
O encontro proporciona a troca de experiências por meio da socialização e debates de resultados de pesquisas e de projetos exitosos de ação pedagógica antirracista intercultural impulsionados pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) e aplicados nas escolas das redes públicas de ensino.
Com a terceira maior população negra do Brasil, o estado do Maranhão ganhou destaque na premiação ao abordar a temática sobre o desdobramento da cultura da resistência negra nos quilombos, pela professora Jacenilde Cristina Braga Soares. O projeto ‘Intercâmbio e Cultura: uma análise entre os Quilombos Damásio e Liberdade (MA), do Instituto Estadual de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão (Unidade Plena Itaqui-Bacanga) visa impactar positivamente na autoestima dos estudantes quilombolas da unidade de ensino. A ideia é resgatar, valorizar e disseminar conhecimentos a respeito da cultura dos povos quilombolas.
O projeto concorreu na categoria de práticas ainda não executadas. Além de Jacenilde, compuseram a equipe a professora Francilma Ronetia Barbosa Marinho Everton, Anna Célia Correa Mendes e Amnom Costa Sousa. “A meta é disseminar conhecimentos a respeito da cultura dos povos quilombolas a partir da comparação entre diferentes histórias de resistência: um quilombo na zona rural e outro na área urbana periférica, bem como fortalecer a autoestima dessa população voltada para uma melhor perspectiva de vida, pensando no presente e no futuro”, comentou a educadora.
A primeira fase do projeto está sendo realizada na disciplina eletiva “Aquilonbar”, onde está sendo executado o processo histórico e cultural das comunidades quilombolas.
“Para entender a relações culturais entre as comunidades quilombolas, será realizada a visita de campo. Ela servirá para a realização da roda de conversa, na ocasião, os alunos irão participar, conhecer e relacionar as culturas das duas comunidades. Dessa forma, entender a história ancestral, cultura e costumes dos quilombos”, analisou a Jacenilde Soares, que destaca que no final do projeto haverá a construção do curta-metragem produzido pelos alunos durante o intercâmbio.
Na noite do dia 19 serão anunciados os premiados da 8ª edição do Prêmio Educar com Equidade Racial e de Gênero: experiências de gestão e práticas pedagógicas antirracistas em ambiente escolar. Para assistir à premiação é necessário se inscrever pelo site da instituição.
Serão 16 práticas premiadas nas categorias Professor e Escola, que se destacaram dentre as 700 inscrições das cinco regiões do país. Os premiados receberão aporte financeiro, materiais didáticos, formação aos professores e equipamentos para a escola. As práticas finalistas e premiadas serão organizadas em uma publicação de referência em educação antirracista.
A premiação ocorrerá nas comemorações dos 20 anos da iniciativa pioneira que tem como finalidade identificar, apoiar e disseminar boas práticas pedagógicas e de gestão escolar antirracistas em todo o Brasil. O prêmio reitera a garantia da concretização do direito ao pleno desenvolvimento escolar de crianças, adolescentes e jovens negros (as), brancos (as), indígenas, quilombolas e de outros grupos étnico-raciais.



