Livro de Carlos Cunha sobre Trova no Maranhão será lançado nesta quarta (22)

Nedilson Machado
O lançamento do livro será nesta quarta-feira (22), às 19h, no Teatro Cazumbá, na Praia Grande, ainda como parte das comemorações dos 89 anos de nascimento de Carlos Cunha (Fotos/Divulgação)

 

A história do nascimento da trova no Maranhão, no século passado. É o que conta o livro “Eu e a Academia Maranhense de Trovas”, obra do professor, poeta e jornalista Carlos Cunha, que ganha a segunda edição. Ampliada e revisada, a nova edição será lançada pela Academia Maranhense de Trovas (AMT) e pela Delegacia da UBT de São Luís.

O lançamento do livro será na próxima quarta-feira (22), às 19h, no Teatro Cazumbá, na Praia Grande, ainda como parte das comemorações dos 89 anos de nascimento de Carlos Cunha, patrono da AMT. O evento também terá uma mostra da exposição “A Páscoa das Gaivotas” e um recital de trovas de Carlos Cunha e de outros trovadores de sua época presentes no livro.

A reedição foi organizada pela escritora e jornalista, Wanda Cunha, filha do ilustre professor Carlos Cunha e atual presidente da AMT e delegada da UBT de São Luís. O livro “Eu e a academia Maranhão de Trovas” foi a terceira, das 29 obras de Carlos Cunha, lançadas em vida. “Resolvemos reeditá-lo a partir do momento em que também decidimos resgatar o trovadorismo no Maranhão, revitalizando a Academia Maranhense de Trovas em 2021”, conta Wanda Cunha.

A nova edição, ampliada e revisada, conta a trajetória de Carlos Cunha em fundar a AMT em 1968, detalhes de como conheceu o gênero poético em sua passagem por Salvador-BA, onde conviveu com poetas do lugar.

De volta a São Luís, sua terra natal, reuniu poetas maranhenses, convocando-os por meio da imprensa, o que foi muito bem aceito na época, fazendo assim, resplandecer o Trovismo no Maranhão.

A trova é uma composição poética de quatro versos hepitassilábicos em que o primeiro rima com o terceiro; e o segundo, com o quarto.  A AMT foi fundada em 07 de dezembro de 1968 por Carlos Cunha, juntamente com outros trovadores da época. Com a sua morte prematura, em outubro de 1990, a academia ficou inativa por décadas.

A segunda edição do livro traz trovas de fundadores da AMT junto com Carlos Cunha, como Lourenço Porciúncula de Moraes, Virgílio Domingues Filho, Nicanor Azevedo, Sá Vale, Antônio Alves Monteiro, Vicente Maya, Conceição de Maria Gomes de Oliveira, além de outros trovadores da época como Emílio Azevedo, Florise Pérola, Paulo Moraes e Fernando Viana que também são citados no livro.

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