A modelo plusize e ativista corporal do “Amor Próprio”, Patrícia Muniz, de 24 anos, por exemplo, relata que já ouviu vários comentários preconceituosos e os que mais impactavam eram os dos seus próprios familiares.

 

Hoje, 10 de setembro, é o Dia do Gordo. A data é uma  forma de combater a gordofobia, conscientizar a sociedade sobre a importância do respeito às pessoas gordas e um convite à empatia. A psicóloga do Hapvida Saúde, Celiane Lopes, explica que a gordofobia é o ato de julgar uma pessoa gorda como alguém inferior, desprezível ou repugnante simplesmente pelo tamanho do seu corpo.

Ela ressalta os cuidados com os julgamentos, pois falar sobre o corpo de alguém não acrescenta em nada em relação à sua saúde mental, pelo o contrário faz é prejudicar seu estado emocional.

“Alguns quadros de sobrepeso nem sempre podem ser apontados como falta de saúde em uma pessoa,  que pode ter um ótimo funcionamento metabólico de seus sistemas corporais, assim como o sobrepeso não está associado somente ao ato de comer compulsivamente, pode ser um estresse, uso de medicamento, uma vida sedentária, ansiedade e até problemas hormonais”, exemplifica.

A especialista destaca que pessoas gordas vítimas de preconceito devem se defender. “Jamais deixar ninguém fazê-las se sentirem mal por sua aparência, enfrentar de forma assertiva  aqueles que apontam só por puro prazer em machucar”, enfatiza.

Lopes acrescenta que as pessoas precisam valorizar e praticar as palavras respeito e empatia. “Se a pessoa está satisfeita com sua forma física, você não tem o direito de distorcer ou de ser invasivo na vida do outro só porque é a sua ideia de corpo perfeito”.

O nutricionista e professor do Centro Universitário Estácio São Luís, Marcos Macedo, acrescenta que para uma pessoa ser saudável vai depender do seu estilo de vida e não somente ser magro.

O nutricionista e professor do Centro Universitário Estácio São Luís, Marcos Macedo, acrescenta que ter uma vida saudável não é ser somente magro, pois podem ter pessoas magras com problemas de colesterol e até mesmo com doenças crônicas. Vários fatores  contribuem para ser saudável, como alimentação, atividade física, dormir bem, o estilo de vida. “Inclua diariamente na sua rotina frutas e vegetais, evite o consumo de preparações fritas, beba no mínimo 3 litros de água por dia, pratique exercícios de forma regular, consuma bebidas alcoólicas de forma ocasional, aprecie o sabor das refeições, durma de 6 a 8 horas regularmente, sorria sempre que possível e não tente ser igual a outra pessoa, procure sempre o melhor que você pode ser”, ´pontua.

Separamos três palavrinhas para você excluir do seu vocabulário e dar adeus à gordofobia:

 “Gordice”

Essa expressão tem os dois pés na gordofobia, então você deveria parar de usá-la agora. É usada para referenciar pratos e guloseimas cheias de calorias, reforçando a ideia de que todo gordo é uma pessoa que se abastece de comidas pouco saudáveis, cheias de gordura, açúcares e afins. E não é verdade. São tantas as variáveis que fazem uma pessoa engordar, que é pura gordofobia pensar automaticamente que uma pessoa gorda é uma máquina de comer.

 “Estou enorme de gorda”

Em geral, essa expressão é dita por uma pessoa magra, que engordou um ou dois quilos, ou mudou um número para cima do manequim. É triste e completamente gordofóbico, pois a ênfase nos quilos a mais é como se estivesse feia ou deslocada.

“Você é linda(o) de rosto”

Essa frase é muito utilizada para elogiar  uma pessoa gorda. Ninguém olha uma pessoa magra e diz que “é linda de rosto”. Somos lindos de rosto, de corpo, por dentro e por fora. Não importa o tamanho que se tenha. Então se você acha que está elogiando ao dizer essa frase, você está bem enganado.

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