Vacina desenvolvida na Inglaterra e que será produzida na Fiocruz está na fase 3 dos testes (Foto: Dado Ruvic/Reuters/10.04.2020)
O primeiro lote de vacinas contra o novo coronavírus produzido no Brasil estará pronto a partir de janeiro de 2021. A previsão é que os insumos, que serão enviados pela farmacêutica britânica AstraZeneca, cheguem ao país em dezembro e que, no mês seguinte, a Fiocruz já tenha 15 milhões de doses liberadas.
Mas isso não garante que o imunizante, desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido), começará a ser aplicado imediatamente na população, já que este processo ainda depende da comprovação da eficácia da fórmula e da sua liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
— Levando em consideração que a gente vai começar a produção de 15 milhões (de doses) em dezembro, e considerando o tempo de controle de qualidade, a gente acredita que comece a liberar estas doses a partir de janeiro. E os outros 15 milhões que serão produzidos em janeiro, a partir de fevereiro. Obviamente que vai depender de a vacina estar registrada para que ela possa ser usada — afirmou o diretor do Instituto Bio-Manguinhos, da Fiocruz, Maurício Zuma, durante audiência realizada nesta quarta-feira (5) pela comissão da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de combate à pandemia de Covid-19.
A vacina de Oxford está na fase 3 de testes, a última, e vem obtendo resultados promissores, já destacados, inclusive, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Voluntários brasileiros participam dos testes. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo de Medeiros, disse ser cedo para prever datas para a vacinação em massa, mas garantiu que, após haver a confirmação da eficácia, o governo federal consegue levar doses aos municípios mais afastados em 15 a 20 dias.
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