Estudantes vão se vestir de super-heróis para recrutar doadores de sangue

Nedilson Machado
Em todo o Brasil, alunos e professores do Colégio Adventista realizam campanhas periódicas para doação de sangue. Em São Luís, mais uma ação será realizada nesta segunda-feira, 14, em celebração ao Dia Mundial do Doador de Sangue (Foto/Arquivo)

 

Nesta segunda-feira, 14, estudantes vestidos de super-heróis vão abordar motoristas pedindo ajuda para que salvem vidas imediatamente. A ideia é que eles sejam incentivados a praticar a doação de sangue, o que os torna também super-heróis para quatro pessoas, já que o sangue é elemento insubstituível em diversos tratamentos médicos.

Toda vez que o semáforo fecha, os super-heróis aparecem, enquanto os outros estudantes conversam com os motoristas e entregam materiais informativos sobre a necessidade urgente de doadores. Quem aceitar doar, recebe uma carteirinha de super-herói, afinal quatro pessoas que ele nem conhece acabam de receber a chance de viver.

O posto de coleta móvel do Hemomar vai funcionar durante todo o dia no estacionamento do Colégio Adventista de São Luís, Avenida Daniel de La Touche, 51 (próximo ao Shopping da Ilha), recebendo os doadores. Já aceitaram a “missão” os  próprios estudantes, os que têm acima de 16 anos, os pais, amigos e também professores. Ao todo, mais de 1500 estudantes estão envolvidos – quem não pode doar, pode compartilhar informações e fazer com que mais pessoas ajudem.

“Trabalhamos com os pais a importância do exemplo, sobre a oportunidade de praticar este ato de humanidade junto com o filho, um ensinamento que certamente vai perdurar e teremos mais doadores”, explica Raul Souza, um dos professores que coordenam a iniciativa.

Valma Costa, coordenadora da coleta externa do Hemomar, salienta que esta é uma iniciativa que tem efeitos muito importantes no futuro, já que o ensino da solidariedade torna as crianças e adolescentes doadores em potencial.

Missão na emergência

Desde o início da pandemia o Hemomar enfrenta dificuldades para manter o abastecimento do banco de sangue que atende os maiores hospitais. O isolamento social e a desinformação sobre as regras para doar após contaminação ou mesmo vacina são os maiores impedimentos.

A captação tem sido feita em igrejas e empresas, mas com bastante dificuldade. Para ter segurança, o Hemomar deveria receber cerca de 250 doações por dia, mas há dias que não alcançam nem 100 doações.

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