Djavan – O Musical chega a São Luís para celebrar 50 anos de uma trajetória inesquecível

Nedilson Machado
Djavan, um dos grandes nomes da música brasileira, tem sua trajetória revisitada no palco em “Vidas pra Contar”, musical que chega a São Luís celebrando cinco décadas de uma obra marcada por poesia, brasilidade e canções que atravessaram gerações (Fotos/Divulgação)

 

A trajetória de um dos maiores nomes da música brasileira ganha os palcos de São Luís em setembro. “Djavan – O Musical: Vidas pra Contar” será apresentado nos dias 11, 12 e 13 de setembro, no Teatro Arthur Azevedo, em temporada que integra a circulação nacional da montagem e as comemorações pelos 50 anos de carreira de Djavan. A agenda em São Luís está confirmada pela Tablado Produções.

Premiado pelo Prêmio Arcanjo de Cultura como Melhor Produção em Teatro Musical Brasileiro e indicado ao Prêmio APTR na categoria de Melhor Produção em Teatro Musical, o espetáculo chega à capital maranhense depois de temporadas bem recebidas no Rio de Janeiro e em São Paulo e de uma turnê nacional que passou por nove cidades brasileiras.

Mais do que uma seleção de sucessos, “Vidas pra Contar” constrói uma narrativa sobre o homem por trás do artista. Idealizado por Gustavo Nunes, com direção artística de João Fonseca e texto de Patrícia Andrade e Rodrigo França, o musical percorre diferentes momentos da vida pessoal e profissional de Djavan, utilizando a própria obra do compositor como fio condutor da dramaturgia.

Canções que contam uma história

Com aproximadamente duas horas de duração, a montagem combina música, teatro e dança para apresentar episódios marcantes da trajetória do artista alagoano, desde suas origens em Maceió até a consolidação de uma carreira que atravessa cinco décadas.

O repertório reúne algumas das canções mais conhecidas de Djavan, entre elas “Oceano”, “Um Amor Puro”, “Meu Bem Querer”, “Correnteza” e “Luanda”, ao lado de outras composições que ajudam a revelar a diversidade de sua produção musical.

A direção musical é assinada por João Viana, filho de Djavan, em parceria com Fernando Nunes. A montagem procura justamente mostrar a riqueza de uma obra que dialoga com diferentes gêneros e influências, transitando pelo samba, jazz, pop e ritmos afro-brasileiros.

Raphael Elias dá vida a Djavan

O protagonista é interpretado pelo ator Raphael Elias, escolhido entre mais de 250 candidatos para viver Djavan em diferentes fases da narrativa. Natural de Divinópolis (MG), o ator chegou ao protagonismo em uma grande produção nacional a partir de uma trajetória construída no interior mineiro e marcada pela relação com a música.

A montagem, entretanto, não se limita ao personagem central. O elenco assume diversos papéis ligados à história pessoal e artística do cantor, incluindo familiares e importantes nomes da música brasileira.

Marcela Rodrigues interpreta Dona Virgínia, mãe de Djavan; Ester Freitas vive Djanira, sua irmã; Douglas Netto aparece em múltiplos personagens; e Eline Porto interpreta Aparecida, primeira esposa do artista e mãe de seus três filhos.

A montagem também coloca em cena personalidades fundamentais da música brasileira. Millena Mêndonça interpreta Alcione; Lígia Bié, Gal Costa; Aline Deluna, Maria Bethânia; Gab Lara, Chico Buarque; e Tom Karabachian, Caetano Veloso.

Uma produção de peso

O espetáculo reúne uma equipe criativa de destaque nas artes cênicas. A coreografia e direção de movimento são de Marcia Rubin; a iluminação, de Daniela Sanchez; a cenografia, de André Cortez; e os figurinos, de Karen Brusttolin.

Os arranjos e a preparação vocal são assinados por Jules Vandystadt, enquanto o design de som é de João Paulo Pereira e o visagismo, de Sidnei Oliveira.

Todo esse trabalho ajuda a transformar a biografia de Djavan em uma experiência teatral que vai além da simples reprodução de suas músicas. A proposta é revelar os encontros, escolhas, deslocamentos, relações familiares e momentos de perseverança que contribuíram para a construção de uma carreira singular.

Reconhecimento da crítica

A trajetória do espetáculo também vem sendo acompanhada pelo reconhecimento da crítica especializada.

Além da conquista do Prêmio Arcanjo de Cultura, na categoria Teatro Musical Brasileiro, a produção recebeu indicações ao Prêmio Destaque Imprensa Digital, incluindo Direção Musical e Revelação para Raphael Elias. A montagem também acumula indicações ao Prêmio Shell, na categoria Cenografia, e ao Prêmio APTR, concorrendo a Melhor Produção em Teatro Musical e Melhor Ator Coadjuvante para Milton Filho.

Djavan, cinco décadas de música

A chegada do musical a São Luís ganha um significado especial por acontecer em 2026, ano em que Djavan celebra 50 anos de carreira. É uma trajetória construída com uma obra que atravessou gerações e ajudou a ampliar as fronteiras da música popular brasileira.

Ao levar essa história ao palco, “Vidas pra Contar” convida o público a reencontrar canções que fazem parte da memória afetiva de várias gerações, mas também a conhecer os caminhos pessoais e artísticos que ajudaram a transformar Djavan em um dos grandes compositores e intérpretes brasileiros.

Em São Luís, a experiência ganha ainda um endereço à altura da proposta: o histórico Teatro Arthur Azevedo, palco tradicional das grandes manifestações culturais da capital maranhense.

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