Em função das chuvas que atingem o nordeste da Arábia Saudita, a Maratona foi cancelada e o trecho cronometrado do dia encurtado em mais de 100 quilômetros. O piloto da Tagracing Team, com sua Yamaha Raptor 700 #183, finalizou a especial de 254 quilômetros em 3h06min51seg (Foto/Divulgação)

 

O maranhense Marcelo Medeiros, titular da Yamaha Raptor 700, #183, no 44° Dakar, completou os 254 quilômetros da terceira etapa em 3h06min51seg, o quarto melhor tempo entre Quadriciclos FIM, e a 5min03seg do vencedor do dia, o argentino naturalizado americano Pablo Copetti. Com o resultado do dia, o piloto da Tagracing Team sobe para a sétima colocação na classificação geral, com 15h15min42seg na somatória acumulada de tempos.

Em função das condições climáticas que atingem o nordeste da Arábia Saudita, a Maratona foi cancelada e, com isso, os competidores tiveram acesso à assistência de suas equipes. O trajeto do trecho cronometrado, que a princípio seria de 368 quilômetros, também foi modificado. Mesmo com 114 quilômetros a menos que o programado, o percurso da especial, em forma de laço, nos arredores de Al Qaisumah, manteve seu altíssimo grau de dificuldade, peculiar ao Dakar.

Por causa das chuvas, o terreno arenoso ficou pesado e aderente, sem contar as dunas e o frio, na casa dos 10ºC. Como nas etapas anteriores, atenção na navegação e gerenciamento do equipamento, sobretudo dos pneus, foram fundamentais para que os competidores finalizassem a prova.

“Foi um dia de muita duna, muito frio e muito difícil. Estou satisfeito com meu resultado e consegui subir uma posição na classificação geral. Meu foco agora está em recuperar o tempo que acumulei ontem, por ter perdido o pedaço de pedal que apoia o pé. Estou muito confiante que eu consiga atingir meu objetivo no final da competição, que é ficar entre os três primeiros na categoria quadriciclo e pontuar no ranking da FIM”, revelou o maranhense, que faz sua quarta participação no Dakar.

A rota seguinte será até a capital do país, Riad, onde acontecem duas etapas em forma de anel aos arredores da cidade e será o descanso dos competidores. A especial de 465 quilômetros, a mais longa de toda a edição, prevê pistas rápidas de cerca de 200 quilômetros de comprimento, seguidas por cadeias de dunas, no trecho central, e uma variação de pisos rochosos, intercalados por pequenos riachos no final do percurso. Será uma das provas de maior resistência deste 44º Dakar.

A segunda parte do rali passa pelas cidades de Al Dawadimi, Wadi Ad-Dawasir e Bisha, antes de retornar a Jihad onde será a linha de chegada. O piloto da Tagracing Team e seu Yamaha 700 vão percorrer, durante estas duas primeiras semanas do ano, a um total de 8.375 quilômetros, dos quais 4.258 km serão especiais cronometrados e o restante divididos entre trechos iniciais e finais de deslocamento.

Dentro do Dakar, Marcelo Medeiros teve outras três participações, quando a competição aconteceu na América do Sul. Em sua estreia, em 2016, e no ano seguinte, o maranhense não finalizou a prova. Em 2018, ficou em quarto lugar entre os quadriciclos. Neste ano, cada trecho do Dakar 2022 conta pontos individualmente para o Mundial de Cross Country. O mesmo critério é aplicado para os equipamentos que competem pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA)

Marcelo Medeiros conta com patrocínio da Mardisa / Mercedes-Benz, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo do Estado do Maranhão, no Dakar 2022. (Fonte/Assessoria de Imprensa)

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