Rômmel volta às raízes e celebra 20 anos de música com a turnê “Arranjos”

Nedilson Machado
De voz, violão e muitas histórias: o cantor, compositor e violonista maranhense Rômmel celebra 20 anos de carreira com a turnê Arranjos, projeto que revisita sua trajetória e reafirma a conexão entre a música brasileira contemporânea e as raízes do Maranhão (Foto/Divulgação)

 

Há artistas que carregam suas raízes por onde passam. E há aqueles que fazem dessas raízes matéria-prima para construir uma trajetória que atravessa fronteiras. É nesse segundo grupo que se encaixa o cantor, compositor e violonista maranhense Rômmel, que celebra duas décadas de carreira com uma turnê brasileira inspirada em seu trabalho mais íntimo: “Arranjos”, que chega em São Luís dia 28 de agosto, às 21h, com apresentação no Reviver Hostel, Centro Histórico.

Gravado essencialmente na combinação de voz e violão, o álbum representa um retorno àquilo que está na origem de toda boa canção: a simplicidade, a interpretação e a proximidade entre artista e público. É justamente dessa atmosfera que nasce o novo espetáculo, que revisita diferentes momentos da trajetória de Rômmel sem transformar a comemoração em mero exercício de memória.

Radicado em Montreal, no Canadá, desde 2006, o maranhense construiu uma carreira internacional que o levou a palcos e festivais no Brasil, Canadá, Estados Unidos, Europa e Cuba. Nesse percurso, dividiu importantes momentos de palco e abriu apresentações para nomes como Gilberto Gil, Marisa Monte, Céu, Luedji Luna e Geraldo Azevedo.

Sua música, entretanto, nunca perdeu a conexão com o Maranhão. Ao longo dos anos, Rômmel vem construindo uma identidade própria a partir do encontro entre a canção brasileira contemporânea e as tradições musicais maranhenses, numa trajetória que tem justamente na diversidade e na brasilidade alguns de seus principais elementos.

Agora, aos 20 anos de carreira, o artista volta ao Brasil para uma temporada especial. A turnê “Arranjos” passa por São Paulo, Rio de Janeiro, Olinda, Salvador e São Luís, cidade que representa não apenas uma parada no roteiro, mas um reencontro simbólico com as origens.

E talvez seja essa a grande beleza do novo projeto: depois de viajar pelo mundo, Rômmel escolhe voltar ao essencial. Voz, violão, canção e histórias para contar.

Mais do que uma retrospectiva das últimas duas décadas, “Arranjos” abre um novo capítulo na trajetória do artista, reafirmando que, às vezes, para seguir adiante é preciso simplesmente voltar à essência.

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