Superlua: saiba como apreciar este belo espetáculo no céu

Nedilson Machado
Interessados podem acompanhar o momento a olho nu, mas telescópios e câmeras podem ajudar a viver uma experiência mais detalhada da Superlua (Foto/Divulgação)

 

Quem gosta de contemplar os eventos astronômicos poderá observar a última Superlua nesta sexta-feira (12). É isso aí. O último grande show do satélite da Terra em 2022 terá maior visibilidade na noite desta sexta, a partir das 18h. Além disso, em alguns lugares do mundo também será possível ver o Saturno perto do nosso satélite.

O fenômeno é raro porque depende de diversos fatores para se formar. O professor de astronomia e física da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Brito explica que a Superlua depende da fase lunar e de uma distância entre o satélite e a Terra específicos.

“A órbita da Lua em torno da Terra é uma elipse. Então há um momento em que está mais próxima da Terra, no que chamamos de Perigeu, quando ela está por volta de 363 mil quilômetros de distância. Quando o Perigeu coincide com a fase de lua cheia, a lua aparenta estar maior angularmente, que é o momento em que ela se torna a Superlua”, detalha o especialista.

O termo foi criado em 1979, pelo astrólogo Richard Nolle e pode se referir, também, a quando o Perigeu se encontra com a fase de Lua Nova. No entanto, a Lua Nova não tem visibilidade, a não ser que passe em frente ao Sol, o que culmina um eclipse. Por isso, o termo Superlua é comumente relacionado a, exclusivamente, luas cheias. De acordo com a Nasa, essa é a terceira Superlua de 2022.

A Superlua permanece entre a noite de quinta até a manhã de sábado. Mas a orientação do professor de astronomia Paulo Brito é focar esforços na noite de sexta-feira (12), que é o ápice do fenômeno.

O horário é importante e até mesmo essencial para observar o espetáculo. Segundo Paulo Brito, no início da noite, quando o sol se põe e a lua começa a imergir no horizonte, é o momento ideal de olhar para o céu e encher o olho com o brilho do satélite natural da Terra. “Nesse período, a diferença na lua é mais perceptível, por conta do próprio horizonte. Parece que a Lua é maior quando ela está nascendo, por conta de uma ilusão de ótica. Quando está no alto do céu, a diferença entre outras luas cheias sem o perigeu é pequena — o que não deixa de ser tão bonito quanto no horizonte”, aconselha o especialista.

Outro momento em que é possível ver o potencial do fenômeno é quando a lua está se pondo, no final da madrugada. “No início da noite e no fim da madrugada são os horários mais bonitos de se ver, pois tem uma camada mais espessa da atmosfera para a luz chegar até nós e os efeitos luminosos se tornam mais bonitos”, define Paulo.

Em São Luís a observação mais detalhada costuma acontecer no Espaço da Ciência e do Firmamento Planetário, localizado ao lado do Núcleo de Esportes na Cidade Universitária Dom Delgado. O evento é aberto ao público e é gratuito, com capacidade para 50 pessoas.

(Fonte/Correio Brasiliense)

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