No Dia do Atleta, a kitesurfista Socorro Reis só tem motivos para celebrar

Nedilson Machado
A atleta Socorro Reis conta com o patrocínio da Fribal, via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte (Fotos/Divulgação)

 

Conhecida como A “Rainha dos Mares”, Socorro Reis é uma das mais premiadas atletas profissionais de kitesurf do país na categoria Hydrofoil, onde o atleta disputa uma corrida entre boias com o kite.

Ela é pentacampeã brasileira dessa modalidade (2017, 2018, 2019, 2020, 2021). E coleciona também importantes vitórias internacionais como o 1º lugar no campeonato sul-americano em 2019; 16º lugar nos jogos mundiais de praia em Doha, no Catar em 2019; 2º lugar no Campeonato Panamericano em Cabarete na República Dominicana em 2021 e 3º lugar no Mundial de Kitesurf Master, disputado na Itália, também em 2021.

A atleta que conta com o patrocínio da Fribal, através da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, sonha em disputar as Olimpíadas de Paris em 2024, quando o kitesurf irá estrear entre as modalidades olímpicas.

Mas quem vê essa atleta profissional tão focada no esporte, não conhece a história de garra e superação para chegar até aqui. Socorro é solteira, tem 37 anos e nasceu no Piauí; mas se declara maranhense de coração. Quando criança na escola, gostava de praticar esportes coletivos como handebol e futebol, mas sem pretensões profissionais.

Depois de formada em enfermagem, foi no litoral de São Luís que ela teve contato com sua grande paixão, o kitesurf, esporte que começou praticando por lazer e que se tornou sua missão de vida e de profissão.

Há 15 anos, quando veio morar em São Luís, Socorro acumulava diversos empregos na área da saúde em três turnos – manhã, tarde e noite. E só nas horas vagas, por puro prazer e para desestressar, começou a praticar o kitesurf, velejando com amigos. Mas foi somente a partir de 2017 que a atleta começou a encarar o kite como profissão. Ela foi colecionando mais e mais títulos na modalidade Hydrofoil.

Nesse dia do atleta profissional (10) destaque para Socorro Reis, está em plena preparação para disputar uma vaga olímpica no kitesurf em 2024.

 

Em 2018, Socorro finalmente optou por abdicar de um dos empregos que tinha, para poder se dedicar mais ao esporte, quando vislumbrou a possibilidade concreta de disputar uma vaga olímpica. Pelas manhãs treina na academia o fortalecimento muscular e a preparação cardiorrespiratória. As tardes são exclusivas para velejar. E à noite, a cada três dias, segue com os plantões no hospital em que ainda trabalha.

“Atualmente sou pentacampeã brasileira e divido minha preparação com o campeão masculino Bruno Lobo, a gente vem construindo juntos uma história bonita no kite. Em 2022 vamos contar com um técnico para nos auxiliar nessa parte de treinos e isso tudo só nos ajuda a melhorar no esporte, sempre visando as olimpíadas de 2024”, explica.

Seu foco agora está todo na preparação para conquistar a sonhada vaga olímpica em 2024. E foi somente graças ao patrocínio que obteve da Fribal, via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, que Socorro conseguiu se manter nesse esporte que é caro, exige uma árdua preparação, além da participação em provas nacionais e internacionais.

“Sou muita grata à Fribal e ao Governo do Estado por terem abraçado o meu sonho. Seria impossível eu competir de igual com os atletas internacionais de alto nível, sem ter esse apoio. O material do kite é caro e preciso contar com um equipamento de ponta, além de uma super preparação. Ano passado eu terminei em oitavo no circuito mundial e fiquei muito feliz com esse resultado que é fruto de um trabalho que venho plantando há anos. E para as olimpíadas, preciso me dedicar ainda mais. Existe uma classificatória, e não basta ser a primeira do Brasil, tenho que ranquear internacionalmente também. Mas meu sonho é poder representar o Maranhão, o Brasil e os meus patrocinadores na Olimpíada de Paris, e quero ir para brigar por medalha”, avisa determinada.

Socorro lembra que foi bem difícil se manter competindo sem nenhum patrocínio entre 2017 e 2018. Ela diz que foi um investimento que fez com muito sacrifício, e por acreditar nesse sonho.

“Quando eu já não conseguia mais bancar sozinha as competições, em 2019 o Governo do Estado me credenciou na Lei Estadual e a Fribal abraçou esse projeto. Foi a partir desse patrocínio que pude investir em um material bem melhor, ter uma boa preparação física e ainda fazer as diversas viagens nacionais e internacionais para competir. Seria impossível continuar indo bem no kite sem o apoio da Fribal; eu teria parado de competir em 2018”, revela Socorro.

Graças ao patrocínio da Fribal ela seguiu em frente e em 2021 disputou além do campeonato Panamericano; uma etapa do mundial de kite e o campeonato Europeu, conquistando uma ótima classificação internacional. E para 2022 o foco é redobrar disputar todo o circuito internacional em seis etapas, além do brasileiro. E com isso, conquistar a vaga dos Jogos Panamericanos de 2023 no Chile. Essas provas servirão de classificatória para as Olimpíadas.

“Estou focada e quero estar no pódio olímpico em 2024 para levantar a bandeira do Brasil, do Maranhão e da Fribal em Paris”,  revela a determinada kitesurfista

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