Com a São Paulo Cia de Dança, Hiago Castro passou por países como Alemanha, França, Holanda, México e Áustria (fotos divulgação/Thompson)
De volta a São Luís para uma temporada de férias, o bailarino clássico Hiago Castro, um dos mais jovens a integrar o elenco da conceituada São Paulo Cia de Dança e com um portfólio invejável de espetáculos no Brasil e no mundo, não hesitou quando Tania Miyake, da Cervejaria Dona, lhe convidou para fazer um ensaio fotográfico com a marca da bebida.
Antes de retornar a São Paulo na terça-feira, 4, Hiago circulou por alguns pontos turísticos de São Luís, sua terra natal, para dançar e fotografar com a marca da Cervejaria Dona, sempre com performances primorosas que o jovem de 25 anos encenou por alguns dos palcos mais importante do Brasil e do exterior.
Depois de fazer escola de dança com a professora Olinda Saul, por volta de 2009, sua trajetória pelo circuito da dança clássica foi só sucesso. Foi quando, em 2016, fez uma audição para a São Paulo Companhia de Dança. Aprovado, passou a integrar a tão renomada escola, dirigida por Inês Bogéa, onde permanece até hoje. “Dançando com a SPCD, pude realizar o sonho de dançar as obras contemporâneas de grandes coreógrafos do mundo e do Brasil, que me ajudaram e que continuam me ajudando a crescer muito todos os dias”, conta.
Com quatro anos de SPCD, Hiago Castro já dançou várias obras clássicas e contemporâneas.
Os grandes espetáculos

Há quatro anos na SPCD, hoje Hiago tem em seu currículo obras clássicas como “La Sylphide” (Mario Galizzi), “O Sonho de Dom Quixote” (Márcia Haydée) e “Suíte Raymonda” (Guivalde de Almeida) e contemporâneas como “Odisseia” (Jöelle Bouvier), “Agora” (Cassi Abranches) e, mais recentemente, “Anthem” (Goyo Montero). Pela Companhia, Hiago já se apresentou em mais de 170 espetáculos no Brasil e no exterior, participando de grandes festivais de dança e estreando obras de grandes coreógrafos.
Atualmente, morando na capital paulista, o jovem bailarino acredita que tudo o que conquistou até hoje foi fruto de sua perseverança e de não deixar as adversidades da vida – desde condições financeiras ao racismo – abalarem sua trajetória, enfrentando os obstáculos e mostrando com trabalho, dedicação e sem ofender ou prejudicar ninguém do que ele é capaz.
Sobre o cenário da cultura na sociedade brasileira atual, o bailarino percebe um maior acesso de pessoas antes marginalizadas aos programas de arte e dança, mas acredita ser necessário mais incentivos para expandir a presença destes grupos na produção cultural.




