Neste 19 de julho, celebramos o Dia Nacional do Vaqueiro Nordestino. “Dia para se lembrar. Dia para se orgulhar”, reverencia Carlos Brandão. (foto divulgação)
Para quem não lembra hoje, 19 de julho, é o Dia Nacional do Vaqueiro Nordestino que entrou para o calendário brasileiro após ter sido defendido na Câmara Federal, pelo vice-governador Carlos Brandão, quando era deputado.
O projeto de sua autoria, transformado em lei em 2009, rende homenagem ao vaqueiro, em data comemorada no terceiro domingo do mês de julho. Foi graças a essa iniciativa que em 2013 foi sancionada a lei que hoje garante direitos e o devido respeito ao trabalho desempenhado pelos vaqueiros de todo o Brasil.

O pastor da caatinga
“Montado em seu cavalo, acompanhado de seu cão fiel, o vaqueiro é o retrato da coragem e da força do homem do sertão. Com o destino marcado pela providência divina, em meio a caatinga do semiárido, surge a figura do guerreiro do cotidiano da roça. O vaqueiro descende dos primeiros contatos do colonizador europeu com os indígenas já estabelecidos em terras nordestino. Surgiu em meio aos rebanhos de gado, inaugurando a pecuária de corte e de leite da região. O vaqueiro conhece muito bem o novilho perdido no pasto. E feito um ritual sagrado, antes de cumprir a sua missão, se reveste em seu terno encourado. Para suportar as dificuldades, ao se embrenhar entre espinhos cortantes, o peitoral é o escudo. Resguarda peito e coração. As perneiras o protege cintura abaixo. Aperta os pés na bota. Depois, o paletó em couro grosso: o precioso gibão.As luvas encobrem as mãos e, por último, o chapéu, que abranda o sol escaldante. O vaqueiro é o pastor da caatinga. E mesmo a uma longa distância é capaz de reconhecer cada rês do rebanho. Sem ele, não haveria o sertão”.



