Thiago Martins de Melo traz a São Luís, em agosto, a mostra “Cosmogonia Colérica”

Nedilson Machado
O artista visual Thiago Martins de Melo vai estrear em São Luís, cidade onde nasceu e cresceu: “Cosmogonia Colérica”, reunindo algumas de suas obras mais emblemáticas realizadas entre 2013 e 2025, sintetizando os principais eixos espirituais, poéticos e políticos de sua trajetória (Fotos/Divulgação)

Maranhense de São Luís, o artista visual Thiago Martins de Melo, 44 anos, vai apresentar a mostra “Cosmogonia Colérica”, dia 12 de agosto, simultaneamente no Convento das Mercês e no Chão SLZ, conectando dois polos fundamentais para o circuito artístico do Centro Histórico. Esta será a primeira individual dele em sua terra natal e fica em cartaz até dia 10 de outubro.

Com amplo reconhecimento nacional e internacional, Thiago Martins de Melo tem obras em algumas das principais coleções institucionais do mundo, como Institute of Contemporary Art (Miami, EUA), TBA21 – Thyssen-Bornemisza Art Contemporary (Viena, Áustria), MASP, Pinacoteca de São Paulo, MAC USP e MAM Rio.

Teve exposições individuais na Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre) e no Museo de Bellas Artes (Havana, Cuba), e participou de importantes coletivas, como a 8ª Borås Art Biennial (Suécia), a 31ª Bienal de São Paulo e a 12ª Bienal de Lyon (França).

O curador da mostra, Germano Dushá — um dos curadores do último Panorama da Arte Brasileira do MAM São Paulo —, selecionou um conjunto expressivo de 21 obras que atravessam o campo da pintura, da escultura, do vídeo e da instalação.

Mais sobre Thiago Martins de Melo

Artista visual e mestre em Psicologia, Thiago Martins de Melo trabalha com pintura, escultura, instalação e animação em vídeo. Sua linguagem visual conjuga diferentes meios em composições visualmente densas e com ênfase na materialidade da pintura.

Valendo-se da pintura como ponto de partida, suas telas ou objetos — normalmente de grandes dimensões — narram batalhas, ritos sincréticos e epifanias, aproximando-se do gênero da pintura histórica e da colagem. Transitando entre técnicas expressionistas e realistas, seus trabalhos incorporam volume, objetos de combate, produtos de circulação em massa e imagens em movimento.

O artista compõe um esquema meta-narrativo nos quais são retratados episódios de lutas anticoloniais com referências à indústria cultural e à história da arte. O brutalismo do gesto condensa técnicas e visualidades distintas, tornando opaca a percepção imediata das figuras e cenas míticas.

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