Teatro Arthur Azevedo recebe “Nasci pra ser Dercy”, com Grace Gianoukas, neste fim de semana

Nedilson Machado
A renomada peça teatral “Nasci pra ser Dercy”, escrita e dirigida por Kiko Rieser e estrelada por Grace Gianoukas, vencedora do prêmio Bibi Ferreira de melhor dramaturgia (Foto/Divulgação)

 

Com voz off de Miguel Falabella, o espetáculo que homenageia a icônica Dercy Gonçalves e rendeu prêmios à atriz e ao autor e diretor Kiko Reiser inicia sua despedida dos palcos

 

O monólogo “Nasci pra ser Dercy”, estrelado por Grace Gianoukas e escrito e dirigido por Kiko Rieser, celebra uma das maiores atrizes do século 20. Desde a estreia, em 2023, o espetáculo já foi visto por mais de 40 mil pessoas e conquistou público e crítica. Antes de estrear na nova novela Êta Mundo Melhor!, Grace retorna a São Luís para duas únicas apresentações no histórico Teatro Arthur Azevedo: sábado (13), às 20h, e domingo (14), às 18h.

Produzido pela Ventilador de Talentos, o espetáculo rendeu a Grace os prêmios Shell e APCA de melhor atriz (2024) e o I Love PRIO do Humor. Já Kiko Rieser conquistou o Prêmio Bibi Ferreira (2023) de Melhor Dramaturgia Original. A peça ainda recebeu indicações ao CENIM (Melhor Monólogo) e ao Miguel Arcanjo (Melhor Direção, Peça e Atriz).

Grace relembra seu primeiro encontro com Dercy nos anos 1980 e a lição que nunca esqueceu: “Deixem para ficar nuas quando tiverem a minha idade. Uma velha nua é transgressão, traz questionamento, e isso é arte”. Para a atriz, Dercy foi símbolo de força, inteligência e ousadia, rompendo barreiras de moralismo e machismo de sua geração.

Ao ser convidada por Kiko para viver Dercy, Grace aprofundou sua pesquisa sobre Dolores Gonçalves Costa, mulher do interior que transformou a dor em alegria para o povo brasileiro. Já Kiko conta que, quando criança, sonhava em tê-la como avó, fascinado pela autenticidade e coragem da artista. “Nasci pra ser Dercy é mais do que uma homenagem: é um resgate histórico e um gesto de gratidão a quem pavimentou o caminho para que hoje sejamos quem somos”, afirma o autor.

Dercy Gonçalves (1907–2008) morreu aos 101 anos sem nunca ter sido homenageada nos palcos. A peça celebra sua trajetória como vedete, comediante e figura transgressora que revolucionou a comédia popular e a liberdade feminina no Brasil.

Sinopse

A peça começa com uma atriz, Vera, entrando no estúdio para fazer teste para o papel de Dercy Gonçalves em um filme. Conforme vai dando suas falas, ela se revolta contra o roteiro, cheio de estereótipos. Sua mãe era grande fã de Dercy e por isso Vera cresceu conhecendo e sendo influenciada pelo exemplo dessa artista icônica. Ela então, transformando-se em Dercy, começa a mostrar quem realmente foi essa mulher à frente de seu tempo.

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