São Luís abre a turnê Nordeste de ‘O Céu da Língua’, fenômeno de Gregorio Duvivier

Nedilson Machado
O espetáculo reúne importantes reconhecimentos: Gregorio Duvivier conquistou o Prêmio Bibi Ferreira 2025 na categoria Melhor Ator em Peça de Teatro (Foto/Divulgação)

 

Após conquistar mais de 300 mil espectadores e acumular importantes prêmios e indicações no teatro brasileiro, o espetáculo O Céu da Língua inicia sua turnê pelo Nordeste com três apresentações em São Luís, de 16 a 18 de julho, no Teatro Arthur Azevedo. A capital maranhense será a primeira parada da circulação que passará por todos os estados da região entre julho e agosto. Na cidade, a realização local é da Tablado Produções e realização da Padrok.

O espetáculo reúne importantes reconhecimentos: Gregorio Duvivier conquistou o Prêmio Bibi Ferreira 2025 na categoria Melhor Ator em Peça de Teatro, tendo sido indicado nas categorias de Melhor Peça de Teatro, Melhor Direção de Peça de Teatro e Desenho de Luz em Peça de Teatro. No Prêmio do Humor RJ 2026 foi vencedor nas categorias Texto e Espetáculo, além de ter sido indicado nas categorias de Direção e Performance. O espetáculo ainda recebeu indicação ao 36º Prêmio Shell de Teatro na categoria Iluminação e está concorrendo ao 20º Prêmio APTR de Teatro, nas categorias Dramaturgia, Ator, Espetáculo, Produção de Teatro e Iluminação.

Quem tem medo de poesia? Gregorio Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo cômico “O Céu da Língua”, o artista usa o seu discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido.

“A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota”, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. “Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura”.

A direção é da atriz Luciana Paes, que também divide a dramaturgia do espetáculo com Gregorio. No palco, com cenografia de Dina Salem Levy, figurino de Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente e luz de Ana Luzia de Simoni, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua lábia desafiadora:

“Acredito que o Gregorio tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo”, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral.

“O Céu da Língua” não é um recital e tampouco o artista declamará Castro Alves, Fernando Pessoa ou Carlos Drummond de Andrade. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia não deixa de ser poética neste “stand-up comedy pegadinha”, como ela bem define.

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