Melhoramento genético amplia produtividade da pecuária leiteira no Maranhão

Nedilson Machado
Em abril de 2026, produtores rurais participaram de um Dia de Campo na Fazenda Grapiúna, para conhecer os resultados do trabalho de melhoramento genético desenvolvido com apoio do Sebrae (Fotos/Divulgação)

Com apoio do Sebrae, produtores investem em tecnologia para elevar a produtividade e fortalecer a cadeia do leite no estado

Na Fazenda Grapiúna, localizada na zona rural de São Pedro da Água Branca (MA), os resultados dos investimentos em tecnologia já começam a aparecer no campo. A propriedade se tornou referência regional após aderir a soluções tecnológicas voltadas à reprodução assistida e ao melhoramento genético de gado leiteiro.

O trabalho desenvolvido utiliza técnicas como IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) e FIV (Fertilização In Vitro), ferramentas que aceleram o ganho genético do rebanho e ampliam a eficiência produtiva do plantel e das propriedades rurais.

Entretanto, o melhoramento genético vai além da escolha de animais com alto potencial produtivo. Para que os resultados apareçam na prática, é necessário que genética, nutrição e manejo caminhem juntos. Isso significa que um animal geneticamente superior só conseguirá expressar sua capacidade de produção se estiver em um ambiente adequado, com alimentação de qualidade, boas pastagens e manejo eficiente. Sem esse equilíbrio, o ganho produtivo tende a ser limitado.

Foi com essa mudança de visão sobre o rebanho que o produtor Reginaldo Ataídes, proprietário da Fazenda Grapiúna, potencializou os resultados do melhoramento genético, com o apoio do Sebraetec.

“Não adianta trabalhar só a genética sem melhorar o restante da fazenda. A gente precisou mudar o manejo, cuidar mais da alimentação e acompanhar tudo mais de perto para conseguir ter resultado. O Sebrae trouxe essa orientação para gente e hoje já conseguimos ver a diferença na produção”, destacou.

Da baixa produtividade ao salto genético

Antes da implantação das tecnologias de melhoramento genético, a produtividade média da propriedade era de aproximadamente 5,5 litros de leite por vaca, ao dia. Com o avanço do acompanhamento técnico e da seleção genética, a produção aumentou de forma significativa.

“Através do melhoramento genético, a média foi para 10 a 11 litros. Agora, com a transferência de embriões, a expectativa é chegar entre 22 e 25 litros de média”, explicou Reginaldo.

A nova etapa do projeto já apresenta resultados na Fazenda Grapiúna, com o nascimento de bezerras oriundas da transferência de embriões. O objetivo agora é continuar investindo no aprimoramento genético do rebanho para ampliar a produtividade leiteira da propriedade.

De acordo com Sara Cristina Rocha, analista da Unidade do Sebrae em Açailândia, as soluções tecnológicas aplicadas nas propriedades têm contribuído diretamente para a melhoria dos indicadores da cadeia leiteira.

“O Sebrae tem contribuído na região com a produção leiteira através do IATF e da FIV, que são soluções tecnológicas do Sebraetec. Nós orientamos o produtor na melhoria da qualidade e da quantidade da produção de leite, na diminuição de custos e principalmente para um objetivo de lucratividade do produtor”, afirmou Sara.

Os números demonstram o alcance da iniciativa no Maranhão. Dados do Sebrae apontam que, entre 2025 e 2026, 317 produtores foram atendidos com soluções de IATF e FIV por meio do Sebraetec. Somente na Unidade de Açailândia, foram 75 produtores beneficiados.

O volume de investimentos realizados pelo Sebraetec no Maranhão chega a R$ 12,7 milhões no período, reforçando o foco em inovação, assistência técnica e fortalecimento da competitividade no agronegócio.

Fortalecimento da bacia leiteira da Pré-Amazônia

A cadeia leiteira possui papel estratégico para a economia da região Tocantina e da Pré-Amazônia Maranhense, especialmente em municípios com forte presença da agricultura familiar e da pecuária de pequeno e médio porte.

O uso de tecnologias reprodutivas vem permitindo ganhos importantes para os produtores, destacando o aumento da produtividade por animal, melhoria da qualidade genética do rebanho, maior eficiência reprodutiva, redução de perdas, aumento da rentabilidade e maior competitividade no mercado.

Dados do IBGE mostram que o Brasil registrou recorde na aquisição formal de leite em 2025, com mais de 27 bilhões de litros captados por estabelecimentos sob inspeção sanitária, consolidando o crescimento do setor em todo o país.

No Maranhão, a expectativa é de fortalecimento contínuo da cadeia leiteira, impulsionado por investimentos em assistência técnica, inovação e acesso à tecnologia no campo.

Serviço –  O empreendedor interessado em conhecer como o Sebrae pode apoiar seu negócio deve buscar orientações nas Unidades de Negócios na capital e no interior (Açailândia, Balsas, Bacabal, Caxias, Chapadinha, Grajaú, Imperatriz, Pinheiro, Presidente Dutra, Rosário, Santa Inês e São Luís), ou ainda nos NAE Barreirinhas, NAE Colinas e NAE Timon, além das Salas do Empreendedor localizadas em diversos municípios do Maranhão.

Outras informações também estão disponíveis no Portal Sebrae (sebrae.com.br) ou pela Central de Atendimento, no 0800 570 0800 (telefone e WhatsApp). Acompanhe ainda os canais digitais do Sebrae no Maranhão no Instagram (@sebraemaranhao) e no YouTube.

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