Maranhão recebe em setembro a 2ª edição do Festival Palco Giratório

Nedilson Machado
Os grupos Cena Aberta (MA), Tropa do Balacobaco (PE), Pesquisa em Teatro para Infância (PR) e o Sobrevento  (SP), estão na programação que reúne espetáculos, oficinas, intercâmbios e debates em São Luís, Caxias, Imperatriz e Itapecuru-Mirim (Fotos/Divulgação)

O Maranhão recebe, de 16 a 30 de setembro, a segunda edição do Festival Palco Giratório, uma das principais iniciativas de circulação das artes cênicas do país. Integrando as comemorações pelos 80 anos do Sesc, o evento reúne espetáculos de teatro, dança e circo, além de oficinas, intercâmbios e encontros entre artistas e público. A programação será realizada em São Luís, Caxias, Imperatriz e Itapecuru-Mirim, ampliando o acesso à produção cultural brasileira em diferentes territórios.

Representando a produção maranhense e abrindo oficialmente o Festival, o Grupo Cena Aberta apresenta, no dia 16 de setembro, no Teatro Sesc, em São Luís, o espetáculo “Memórias em Maranhês: A Casa”. A montagem mergulha nas tradições populares e na memória do Maranhão, tendo como referências manifestações como o bumba-meu-boi e o tambor de crioula. O grupo, fundado em São Luís, também levará a produção para Caxias, Imperatriz e Itapecuru-Mirim.

A edição de 2026 apresenta 19 produções de diferentes regiões do país. Entre os destaques está o Grupo Sobrevento, de São Paulo, reconhecido pela pesquisa e experimentação no teatro de animação, que apresentará “Para Mariela”, espetáculo que aborda sonhos, vida cotidiana e questões relacionadas à imigração boliviana. Também integram a programação grupos maranhenses como a Cia. Reboliço de Teatro de Bonecos, o Núcleo Atmosfera e o coletivo Trava Produções.

Além dos espetáculos, o Palco Giratório aposta na formação e no intercâmbio artístico. A programação inclui oficinas, encontros entre grupos de diferentes estados e os chamados “Pensamentos Giratórios”, que promovem momentos de reflexão e diálogo entre artistas, profissionais da cultura e espectadores. A proposta reforça a vocação do projeto de democratizar o acesso às artes cênicas e aproximar diferentes públicos da diversidade da produção cultural brasileira.

Em São Luís, a agenda se estende por praticamente todo o período do Festival, com apresentações em espaços como os teatros Sesc, Arthur Azevedo e Luiz Pazzini, além de praças, universidades e outros equipamentos culturais. Entre os espetáculos estão “Re te tei”, “Para Mariela”, “A Maçã”, “Ha!”, “No Coração da Lua”, “Bando”, “Dandara na Terra dos Palmares”, “Corpos de Tambor”, “Couraça”, “Bumba meu Ball”, “Peça Única”, “Infinito”, “Caixa Ninho” e “Sancho Pança – O Fiel Escudeiro”, entre outras atrações.

A interiorização é outro ponto de destaque. Em Itapecuru-Mirim, a programação inclui oficina e apresentação do Grupo Cena Aberta na Comunidade Quilombola Filipa. Em Caxias, estão previstas atividades como oficinas, “Memórias em Maranhês: A Casa” e o espetáculo “Ha!”. Já em Imperatriz, o público poderá participar da oficina “A Voz do Coro Brincante” e assistir à apresentação de “Memórias em Maranhês: A Casa”, reforçando a proposta de levar as artes cênicas para além da capital.

Com uma programação diversificada e presença de grupos de várias regiões brasileiras, o 2º Festival Palco Giratório chega ao Maranhão reafirmando a cultura como instrumento de encontro, formação e democratização do acesso à arte. Durante duas semanas, palcos, praças, escolas, universidades e comunidades serão ocupados por diferentes linguagens e olhares da produção cênica brasileira.

 

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