O Laboratório Lacmar realiza testes sorológicos, essenciais para a detecção precoce das heptatites virais (Foto/Divulgação)
Diagnóstico precoce amplia as chances de controle das hepatites virais
Silenciosas em grande parte dos casos e capazes de evoluir durante anos sem apresentar sintomas, as hepatites virais continuam entre os principais desafios da saúde pública. Embora existam formas eficazes de prevenção — como as vacinas contra as hepatites A e B — e tratamentos capazes de controlar a doença, o diagnóstico precoce ainda é o principal aliado para evitar complicações graves.
Segundo o Ministério da Saúde, as hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem ser provocadas pelos vírus dos tipos A, B, C, D e E. As formas de transmissão variam conforme o agente causador e incluem contato com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas, agulhas ou objetos perfurocortantes, além do consumo de água e alimentos contaminados, em alguns tipos da doença.
Quando identificadas precocemente, as hepatites podem ser acompanhadas e tratadas de forma mais eficaz, reduzindo significativamente o risco de evolução para cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.
Exames laboratoriais são fundamentais
Os exames laboratoriais desempenham papel decisivo tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento das hepatites virais. Além de identificar a presença do vírus nas fases iniciais da infecção, eles permitem avaliar a resposta imunológica do organismo, definir o estágio da doença e monitorar a eficácia do tratamento.
Entre os principais recursos estão os testes sorológicos, responsáveis pela detecção de anticorpos e antígenos específicos relacionados a cada tipo de hepatite. Esses exames possibilitam identificar a infecção mesmo quando o paciente ainda não apresenta sintomas.
“A sorologia pode ser realizada mediante indicação médica para investigação de uma possível infecção viral. No laboratório, os exames são processados de forma automatizada em analisadores de imunoensaios, utilizando a metodologia de eletroquimioluminescência (ECLIA). Também existem os testes rápidos, realizados pelo método imunocromatográfico”, explica a biomédica Débora Schmidt, coordenadora do Núcleo Técnico Operacional do Laboratório Lacmar.
Monitoramento contínuo
A atuação dos exames laboratoriais não se limita à confirmação do diagnóstico. Durante todo o acompanhamento clínico, eles permanecem essenciais para avaliar a evolução da doença e a resposta do organismo ao tratamento.
A análise periódica das enzimas hepáticas, da carga viral, da contagem de plaquetas e de outros marcadores laboratoriais oferece informações importantes sobre o funcionamento do fígado, permitindo que o médico acompanhe o quadro clínico e faça eventuais ajustes na estratégia terapêutica.
“Os marcadores sorológicos auxiliam na avaliação da fase da infecção, indicando se ela é recente, aguda ou crônica. Já a dosagem das enzimas hepáticas, como as transaminases TGO e TGP, contribui para avaliar o funcionamento do fígado”, acrescenta Débora Schmidt.
A especialista ressalta que muitas hepatites permanecem assintomáticas durante longos períodos, reforçando a importância das consultas médicas regulares, dos exames preventivos e dos check-ups, principalmente entre pessoas que apresentam fatores de risco ou nunca realizaram testagem.
“O diagnóstico precoce faz toda a diferença, pois permite iniciar o tratamento mais adequado e reduz significativamente o risco de complicações. Por isso, consultas médicas periódicas e exames de rotina são fundamentais para preservar a saúde”, conclui.
Prevenção começa com a informação
Ampliar o acesso a exames laboratoriais seguros, rápidos e de alta precisão, como os disponibilizados pelo Laboratório Lacmar, além de incentivar a população a realizar os testes sempre que houver indicação médica, representa uma estratégia essencial para reduzir os casos não diagnosticados e evitar que uma doença silenciosa provoque danos irreversíveis ao fígado.



