A especialista em Gestão de Gente da Fribal, Janusia Sena Navarro, junto ao totem do programa Cada Voz Importa, de apoio à diversidade e combate aos assédios e discriminações (Foto/Divulgação)
A busca por ambientes corporativos mais justos deixou de ser uma exclusividade do setor de Recursos Humanos para se tornar um tema estratégico. Em um cenário onde diversidade, equidade e respeito influenciam diretamente a reputação e a produtividade, cresce o número de organizações que investem em programas estruturados de prevenção ao assédio e à discriminação.
Especialistas alertam que as mulheres seguem como o grupo mais vulnerável, enfrentando desigualdades históricas e maior incidência de assédio moral e sexual. Em resposta, as empresas têm intensificado investimentos em conscientização, letramento de equipes e mecanismos institucionais de proteção.
Mais do que apenas cumprir a Lei nº 14.457/2022 — que exige medidas de prevenção à violência no trabalho — companhias como o Grupo Fribal começam a integrar o tema como parte essencial da cultura organizacional.
Conscientização como ponto de partida
A transformação cultural começa com a informação. Programas de letramento ajudam equipes a identificar comportamentos abusivos que, muitas vezes, permanecem invisíveis no cotidiano.
O assédio moral, por exemplo, manifesta-se por condutas repetitivas que desestabilizam emocionalmente o colaborador, como humilhações e isolamento. Já o assédio sexual, definido claramente pela legislação brasileira, engloba comentários, gestos ou insinuações indesejadas, mesmo sem contato físico. Quando negligenciados, esses episódios deterioram o clima organizacional, aumentam o absenteísmo e causam a perda de talentos.
Cultura de Tolerância Zero no Grupo Fribal
Como exemplo prático de enfrentamento, o Grupo Fribal desenvolveu o programa CVI — Cada Voz Importa, conduzido pela Diretoria de Gestão de Gente.
“A iniciativa inclui cartilha educativa, treinamentos de sensibilização e um canal independente de denúncias disponível 24 horas, garantindo confidencialidade e proteção aos colaboradores”, destaca Janusia Sena Navarro, especialista em Gestão de Gente da Fribal.
Para o fundador e presidente do Grupo, Carlos Francisco de Oliveira, o compromisso vai além da conformidade legal. “Nossa prioridade é assegurar que cada colaborador se sinta valorizado e protegido. Adotamos uma política de tolerância zero contra qualquer forma de violência. É assim que construímos uma empresa mais forte, justa e humana”, afirma.



