Festival AfroSom abre temporada de projetos do Programa Rouanet Nordeste em Alcântara

Nedilson Machado
Com investimento de R$ 40 milhões, Rouanet Nordeste inicia execuções pelo Festival AfroSom no Maranhão (Foto/Divulgação)
Nesta sexta e sábado, a Praça da Matriz, em Alcântara, será o palco de abertura do Festival Itinerante AfroSom. O evento é o primeiro a entrar em fase de execução dentro do programa Rouanet Nordeste, uma iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) em parceria com sete estatais: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa, Emgea, Petrobras, Serpro e Transpetro.
Com um investimento total de R$ 40 milhões, o programa contempla 126 projetos distribuídos pelo Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Enquanto o AfroSom — que conta com o patrocínio direto da Transpetro via Lei Rouanet — inicia suas atividades, as demais propostas seguem os trâmites de compliance e contratualização.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destaca que o Rouanet Nordeste democratiza o acesso aos recursos.
“Estamos direcionando investimentos para regiões que historicamente tiveram menor aporte, reforçando o compromisso com a nacionalização do fomento e a valorização dos saberes ancestrais”, afirma.
Sérgio Bacci, presidente da Transpetro, reforça a importância da parceria: “Valorizar as manifestações regionais é essencial para impulsionar a economia criativa e gerar renda nos territórios onde operamos”.
Dedicado à sonoridade afro-nordestina, o AfroSom une ritmos como reggae, tambor de mina, samba e bumba-meu-boi. Além dos shows, o projeto oferece um eixo formativo gratuito com oficinas de capoeira, dança, artesanato e audiovisual na Secretaria Municipal de Igualdade Racial (SEMPIR) de Alcântara.
A mostra percorrerá dez municípios maranhenses até outubro, incluindo São Luís, Barreirinhas e Pinheiro. Ao todo, 30 grupos e dez DJs se apresentarão para um público estimado em dez mil pessoas.
“O AfroSom nasce para amplificar a cultura afro-nordestina e movimentar a economia local, criando oportunidades em áreas de vulnerabilidade. Nosso lema é arte, cultura e revolução”, explica Emilio Sagaz, idealizador da iniciativa.
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