Feijoada do Maranhão celebra 35 anos e homenageia jornalistas maranhenses em BH

Nedilson Machado
Na foto de capa, o anfitrião Valdez Maranhão é visto entre os jornalistas homenageados do evento: William Santos, Rita Matos, Marcos Davi, Madalena Nobre, Ilze Rangel Fofa e este que vos escreve, Nedilson Machado. Ainda na capa, nas fotos debaixo, Valdez Maranhão com o empresário Fabiano Cazeca e Elisângela Salomon

Na sequência: Valdez Maranhão com a Musa da Feijoada, Malu Agatão e NM, Tika Guiné e NM, Mauricio Camara Couto, Suzana Diniz e Murai Caetano

Tradição, gastronomia, música e reconhecimento deram o tom da edição comemorativa dos 35 anos da Feijoada do Maranhão, realizada no último dia 12, no Clube Jaraguá, em Belo Horizonte. Criado em 1991 a partir de um almoço solidário organizado por amigos para ajudar o repórter fotográfico Valdez Maranhão, que havia perdido sua câmera de trabalho, o encontro se transformou, ao longo de três décadas e meia, em uma das tradicionais celebrações de integração entre Minas Gerais e o Maranhão.

Entre os momentos especiais desta edição esteve a homenagem aos jornalistas maranhenses que participaram da festa em Belo Horizonte. Cada homenageado recebeu um troféu especial, em formato de prato de porcelana, transformado em peça artística pelas mãos do renomado artista mineiro Fernando Pacheco. A escolha do formato dialoga diretamente com a gastronomia e com a própria identidade da Feijoada do Maranhão, conferindo à homenagem um caráter afetivo e colecionável.

O troféu entregue aos jornalistas maranhenses ganhou um significado especial ao ser concebido em porcelana e receber a intervenção artística de Fernando Pacheco, na foto acima com a esposa Nina. A peça une três elementos da celebração: a mesa, a arte e o reconhecimento

A obra remete à série “Comer com os Olhos”, conceito desenvolvido por Fernando Pacheco a partir da pintura sobre pratos de porcelana. Em 2024, o artista apresentou em Belo Horizonte uma exposição com trabalhos realizados nessa técnica, explorando justamente a relação entre arte, olhar e o objeto associado à mesa. Pacheco, nascido em São João del-Rei e radicado em Belo Horizonte, possui trajetória de mais de cinco décadas, com exposições em importantes museus e galerias do Brasil e do exterior e obras presentes em acervos nacionais e internacionais.

A homenagem aos jornalistas reforça uma característica que acompanha a Feijoada do Maranhão desde sua origem: a força das relações construídas em torno do jornalismo, do turismo, da cultura e da amizade. A edição de 2026 reuniu convidados em uma tarde marcada pela feijoada, música e confraternização, com apresentações de Amanda Alves, Banda Kayambá e participação de Joice Índia. A festa também recuperou a tradição de aproximar maranhenses e mineiros em torno de uma celebração que já ganhou diferentes endereços, chegou a São Luís e teve ainda edição internacional em Lisboa.

A musa Malu Agatão e a apresentadora Andreia Oliveira/ Marco Aurélio, Eujacio Silva e Ronaldo/ Cida Martins e Hernane/ Macoud Patrocínio e Cleidiane

Com 35 anos de história, a Feijoada do Maranhão segue, assim, celebrando muito mais que uma boa mesa: celebra pessoas, memórias, cultura e os laços que unem Maranhão e Minas Gerais. E, nesta edição, deixou registrada uma lembrança especial para quem tem na informação e na comunicação a sua profissão: uma obra de arte de Fernando Pacheco, transformada em símbolo de reconhecimento à imprensa maranhense.

Leidivania e Rúbia/ Sueli Diniz e Andreza Martins/ Marcos Frota e Izabel/ Sérgio Moreira e Mauro Tramonte

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