O artista Dalton Costa utiliza ossos, folhas e lixo eletrônico para questionar como a nossa vida digital nos afasta do meio ambiente. Uma experiência visual potente sobre sustentabilidade e presença (Foto/Divulgação)
A Galeria Trapiche Graça Aranha, em São Luís, abriu do final da tarde desta quinta-feira (17), a exposição “ON: hiperconectados e dispersos”, novo projeto artístico do pesquisador e artista visual Dalton Costa.
A mostra, que segue com visitação até 31 de maio, apresenta obras que resultam de uma pesquisa que combina materiais bio-orgânicos – como nervuras de folhas e ossos de espécies da fauna — com dispositivos eletrônicos descartados. A proposta é provocar uma reflexão sobre os impactos da hiperconectividade na relação do ser humano com o meio ambiente.
Segundo o artista, o trabalho busca evidenciar um paradoxo contemporâneo: ao mesmo tempo em que a sociedade está cada vez mais conectada digitalmente, também se distancia do equilíbrio ambiental. A exposição convida o público a pensar sobre presença, consumo e sustentabilidade em um mundo cada vez mais tecnológico.
O projeto foi viabilizado por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) de São Luís, e marca um momento importante na trajetória de Dalton Costa, que também é mestrando em Comunicação.



