Impacto bilionário e aumento de novos viajantes mostram a força do setor no Brasil (Fotos/Divulgação)
O mercado de cruzeiros no Brasil movimenta bilhões todos os anos. No biênio 2023-2024, o impacto econômico superou R$ 5 bilhões, com centenas de milhares de passageiros atendidos. Para a temporada de 2025, que se encerra em abril de 2026, a Cruise Line International Association – Clia Brasil – estima alcançar 37,2 milhões de cruzeiristas. Os dados foram apresentados durante a Cruise 360 Brasil, realizada neste mês de março, em Santos.
Segundo a entidade, esse crescimento está diretamente ligado ao trabalho das agências de viagem, que atuam como ponte entre o consumidor e o setor. Atualmente, as 18 mil agências associadas à Clia oferecem produtos variados, que vão desde categorias contemporâneas até opções premium, de luxo, expedição e fluviais, atendendo diferentes perfis de público.

Na prática, esse papel pode ser observado em agências como a Trip In, rede de franquias sediada em São José do Rio Preto, que participou do evento. Para a empresa, o fórum evidenciou os avanços do setor e mostrou como esse tipo de viagem vem ganhando espaço no planejamento das famílias. A consultora Erika Gomes, da Trip In, destaca que ficou ainda mais clara a importância do agente de viagens, um profissional que entende cada detalhe dos pacotes e transforma esse conhecimento em oportunidades de negócio.
Outro dado chamou a atenção: 31% dos viajantes de cruzeiro em 2025 estavam embarcando pela primeira vez. Para Erika, isso revela o potencial de expansão do mercado. “Aqui na Trip In vemos muitas oportunidades de prospecção e estamos intensificando a oferta desse produto”, afirma.
Ela também destaca um dos principais atrativos dos cruzeiros: a possibilidade de reunir diferentes perfis em uma mesma viagem. “Não estamos falando apenas de casais, mas de um produto que atende várias gerações ao mesmo tempo”, diz.
Rede acelera vendas e aposta em recompra
O fundador e CEO da Trip In Viagens, Manolo Domingos, afirma que além dos viajantes estreantes, a agência aposta nas recompras. “Quem faz um cruzeiro e gosta sempre retorna para adquirir novos destinos”, garante.
Para sustentar esse crescimento, a rede investe em remarketing, com anúncios direcionados a pessoas que já demonstraram interesse, mas não concluíram a compra. As redes sociais também têm papel central. “Hoje, são o principal canal para contato e cotações, e precisamos estar atentos a esse fluxo”, explica.
Segundo o setor, 75% das viagens de cruzeiro são vendidas por agentes. Para a Trip In, isso acontece porque o produto exige orientação. Questões como tipo de cabine, roteiro, experiências a bordo, documentação, serviços adicionais e logística de embarque fazem diferença na decisão.
No fim, a escolha passa por confiança. E é justamente esse um dos principais ativos da rede de agências.
“Mais do que saber que o mercado cresce, nosso foco é entender como transformar esse movimento em vendas dentro das unidades”, conclui Manolo Domingos.



