Um vislumbre de tudo o que acontece no Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM): da arquitetura do nosso casarão colonial aos debates necessários com grandes intelectuais, passando por exposições imersivas que celebram a nossa ancestralidade e o futuro do planeta (Fotos/Divulgação)
O Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) transforma-se, a partir desta terça-feira (19), num palco de debates urgentes, tradição viva e artes visuais impactantes. O espaço recebe uma programação especial para a 24ª Semana Nacional de Museus. O evento é uma iniciativa anual do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).
Em 2026, o mote do encontro é “Museus: unindo um mundo dividido”. O tema serve como um convite para pensar o espaço cultural não apenas como contemplação, mas como uma ferramenta ativa de diálogo, empatia e transformação social.
O Pensamento do Sul Global em Destaque
A abertura da programação traz o curso inédito “O Centenário de Milton Santos: o intelectual público e o advento do Período Popular da História”. As aulas serão ministradas pelo geógrafo Luiz Eduardo Neves.
O objetivo é mergulhar na obra de Milton Santos, um dos maiores pensadores da história do Brasil. O curso vai discutir as contradições socioespaciais e a justiça social a partir da perspetiva do Sul Global.
Data: 19 a 22 de maio
Horário: 15h às 18h
Vagas: 40 lugares (inscrições gratuitas na receção, 30 minutos antes de começar)
Tradição e Ritmo no Pátio
No dia 21 de maio (quinta-feira), às 19h, o projeto Pátio Aberto recebe o peso da tradição maranhense com o Bumba Meu Boi Novo Capricho da Vila Embratel.
Comandado pelo Mestre Marcílio, o grupo traz diretamente de Alcântara o ritual da Matança da Zabumba. O espetáculo reúne mais de 25 personagens — entre tapuias, vaqueiros, rajados e zabumbeiros — para celebrar a força desse sotaque icónico da nossa cultura.
Quatro Exposições para Ver Já
Se preferires uma rota visual, o CCVM está com quatro exposições simultâneas que tocam em ecologia, ancestralidade e identidade:
A Onda É O Caminho do Vento: Diálogo visual inédito entre as artistas maranhenses Silvana Mendes e Tassila Custodes.
Origens do Mundo | Cerâmica Indígena: A potência histórica, social e artística da cerâmica feita por mãos indígenas.
Fio D’Água: Uma instalação das francesas Cécile Palusinski e Elsa Mroziewicz que imagina o futuro dos oceanos frente à crise climática.
Resistências Originárias: Lentes da fotógrafa Christine Leidgens capturam o quotidiano de comunidades indígenas, quilombolas e povoados negros da Amazónia, África e Venezuela.
O CCVM é uma iniciativa mantida pelo Instituto Cultural Vale, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, e funciona de terça a sábado, das 10h às 19h. Toda a programação tem entrada gratuita.



