Casa de Juja chega em Tutóia levando a culinária típica maranhense herdada de Ana Lula

Nedilson Machado
Com uma ambientação típica e artesanal, a Casa de Juja Tutóia está funcionando há 7 meses no Oiti Beach Resort, sob o comando dos empresários Lula Fylho e Luana (Fotos/Divulgação)

 

Com unidades em São Luís (no Brisamar Hotel) e Atins (Lençóis Maranhenses), a Casa de Juja está iniciando suas atividades na cidade de Tutóia, como parte do complexo do Oiti Beach Resort, em frente a Praia de São José. Há 7 meses ali instalada, a Casa de Juja Tutóia é o novo desafio dos irmãos empresários Lula Fylho e Luana, responsáveis por perpetuar a marca deixada pela querida, talentosa e premiada culinarista Ana Lula, que lamentavelmente nos deixou na pandemia.

Ana Lula, mãe de três filhos, era uma dona de casa apaixonada pela gastronomia maranhense. Amava criar pratos que ressaltassem os sabores, cores, texturas e aromas dos pratos típicos da culinária do Maranhão, mas também que tivessem ótima apresentação.

Na cozinha de Juja os camarões, peixes, lagostas e caranguejo ganhavam um toque especial a partir de pratos autorais e pelo esmero que ela preparava as receitas tradicionais como o vatapá, arroz de cuxá e as caldeiradas. Servindo locais e visitantes em São Luís e Atins, a missão prossegue sob o comando de Lula Fylho e Luana, agora na paradisíaca cidade de Tutóia, grande destaque entre as atrações turísticas maranhenses pela sua natureza exuberante, especialmente nos Pequenos Lençóis Maranhenses e no Delta do Parnaíba.

A cidade é um dos pontos de partida para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e oferece opções de hospedagem e culinária local, com destaque para o camarão. A Casa de Juja Tutóia abre para o café da manhã, das 7h às 10h; almoço das 12h às 15h30 e jantar, das 18h às 22h.

Como a Casa de Juja chegou em Tutóia

Tudo começou com uma ligação que os gestores da Casa de Juja receberam do Oiti Beach Resort, oferecendo a oportunidade de empreender no local, com o prazo de dois dias para a montagem da estrutura no local, ou seja um restaurante deixado para trás em total desmantelo: “Quem saiu, tirou tudo e a gente tinha que fazer uma limpeza pesada, contratar a equipe e montar a operação para servir o café da manhã e o jantar para um grupo que ia chegar”, conta Lula Fylho.

“Reunimos quem a gente pôde, carregando compras, montando estrutura, limpando, deixando tudo funcional”, prossegue o empreendedor. Mas não era só isso, os novos gestores do restaurante também tinham uma outra missão: “fazer com que cada um provasse nossas comidas para que eles soubessem exatamente o que iriam vender”.

Ou seja, explica Lula: “Eles tinham que conhecer a história de Juja, eles tinham que saber quem era Juja, porque que a gente estava ali, saber cada ‘mise en place’ (um termo francês que significa colocar em ordem a cada etapa)”. “Fomos ao mercado, fomos comprar as coisas, fomos abastecer o nosso restaurante. Tínhamos que comprar tudo e ir mais. Comprar e montar. Uma equipe pequena, mas muita vontade. Não importa a estrutura. A gente tinha que entregar. E entregamos”, finaliza o empresário. E deu tudo certo, quando o grupo chegou estava tudo prontíssimo, no ponto para todos apreciarem as delícias da peculiar gastronomia da Casa de Juja. Parabéns.

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