Brinde em dose dupla: um século de história e a alegria de fazer parte dessa trajetória

Nedilson Machado
NM celebra o centenário do jornal O Imparcial ladeado por quem constrói essa história. Na foto acima, com o diretor-superintendente Pedro Freire e família; abaixo, o colunista divide o registro com o atual diretor-executivo Célio Sérgio e o jovem Pedro Henrique Freire, reforçando o lema de “ser necessário” através das gerações (Fotos/Divulgação)

 

No pulsar constante da notícia e no registo fiel da nossa sociedade, o dia 1º de maio não é apenas mais uma folha que cai no calendário. Para O Imparcial, esta data marca um centenário de resistência e relevância. Fundado em 1926 por João Pires Ferreira, este jornal é um guardião da memória maranhense, por onde passaram gigantes como José Sarney, Josué Montello e o poeta Bandeira Tribuzi.

É, portanto, com o coração transbordando gratidão que escrevo estas linhas. A minha história aqui começou em 2017. Após encerrar um ciclo no jornal O Estado do Maranhão, recebi o convite do diretor-presidente Pedro Freire para assumir uma missão de honra: manter viva e pulsante a tradição do colunismo social diário deste matutino. Aceitar o desafio da “Coluna NM” foi, acima de tudo, respeitar um legado.

Olho para trás e vejo o rastro luminoso deixado pelo grande ícone Maria Inês Saboia, que entre os anos 60 e 90 definiu o que era elegância e informação. Sinto-me honrado em partilhar esta linhagem com nomes que admiro, como Kátia Persovissan, Aquiles Emir, Alex Palhano, Rossana Miranda e Carol Carvalho. Hoje, ao celebrar os 100 anos d’O Imparcial — e ao soprar também as minhas próprias velinhas nesta data volto ao meu mantra diário: “Torne-se necessário”.

Para muitos, o colunismo social pode parecer um exercício de vaidades, mas para mim, é sobre utilidade. Se você não ajuda, não contribui ou não é importante para o seu grupo e para a sua sociedade, a existência perde o seu brilho. Tornar-se necessário não é sobre frequentar a alta sociedade; é sobre ser útil à sociedade como um todo. É na utilidade, no serviço ao outro e na partilha de bons momentos que encontramos a verdadeira felicidade. Obrigado, Pedro Freire, pela confiança.

Obrigado Célio Sérgio pela renovação da parceria, incentivo e entusiasmo. Obrigado a cada leitor que me permite entrar em suas casas todas as manhãs. Vida longa ao nosso Imparcial. (Texto publicado hoje na Coluna NM de O Imparcial)

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