A advogada de imigração Dra. Larissa Salvador alerta que esquecimentos na hora do check-out, como multas de trânsito e prazos do I-94, podem barrar sua próxima viagem ao país (Foto/Divulgação)
A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim, e milhares de brasileiros começam a deixar os Estados Unidos com as malas cheias de compras e lembranças da viagem. Mas, antes de embarcar de volta ao Brasil, alguns descuidos aparentemente simples podem gerar problemas na imigração americana e até comprometer futuras entradas no país.
De acordo com a Dra. Larissa Salvador, advogada especialista em imigração nos Estados Unidos, o retorno da viagem exige tanta atenção quanto a chegada. Questões como o transporte de mercadorias, o cumprimento das regras do visto e até informações fornecidas às autoridades migratórias podem fazer diferença em uma próxima visita ao país.
“O brasileiro é um povo caloroso e, no clima de festa da Copa, tende a relaxar. O problema é que a imigração americana é extremamente analítica. O que para nós é só um esquecimento bobo, para eles pode soar como má-fé”, alerta a especialista.
Confira os sete cuidados que todo viajante deve observar antes do embarque de volta ao Brasil.
1. Atenção ao prazo de permanência autorizado: Muitos brasileiros acreditam que o visto de 10 anos permite permanecer nos Estados Unidos pelo período que desejarem. Na prática, quem determina o tempo de estadia é o registro de entrada (Formulário I-94), emitido pelas autoridades de imigração.
“Após retornar ao Brasil, é recomendável consultar o histórico de viagens e o registro do I-94 no site oficial do CBP para confirmar que sua entrada e saída foram registradas corretamente.”, explica a Dra. Larissa Salvador.
2. Regularize multas e outras pendências: Quem alugou um carro durante a viagem deve verificar se há multas de trânsito, pedágios automáticos ou outras cobranças pendentes antes de deixar o país. Débitos não quitados podem gerar transtornos e dificultar futuras viagens.
3. Valores em espécie acima de US$ 10 mil exigem declaração: Viajantes que transportam mais de US$ 10 mil em dinheiro, considerando também valores compartilhados entre integrantes da mesma família ou grupo, devem cumprir as exigências de declaração previstas pela legislação americana. A omissão pode resultar na apreensão dos recursos e em outras sanções.
4. Guarde comprovantes da viagem: Mesmo com sistemas eletrônicos, é recomendável manter o cartão de embarque ou o comprovante do voo de retorno por alguns meses. Caso haja qualquer inconsistência no registro migratório, esses documentos ajudam a comprovar a saída do país.
5. Atenção aos itens transportados na bagagem: Antes do embarque, vale revisar a bagagem para verificar se há objetos proibidos ou restritos pelas autoridades aeroportuárias americanas, especialmente na bagagem de mão. Itens inadequados podem ser confiscados e provocar atrasos durante a inspeção.
6. Verifique se não há despesas médicas pendentes: Quem precisou de atendimento médico durante a viagem deve confirmar que todas as cobranças foram devidamente encerradas. Embora dívidas médicas normalmente não afetem diretamente a imigração, é recomendável verificar se todas as cobranças foram corretamente encerradas para evitar cobranças futuras ou problemas financeiros
7. Tenha documentos que justifiquem eventuais extensões de estadia: Caso tenha sido necessário permanecer nos Estados Unidos além do previsto por motivos excepcionais, como cancelamento de voos ou questões médicas, é importante manter consigo toda a documentação relacionada ao pedido de extensão ou às circunstâncias que motivaram a permanência.
“Viajar para os Estados Unidos exige atenção às regras migratórias desde a entrada até o momento da saída. Pequenos descuidos podem gerar consequências desproporcionais e comprometer futuras viagens. O ideal é encerrar a estadia com toda a documentação e as obrigações em ordem”, finaliza a Dra. Larissa Salvador.
Sobre a Dra Larissa Salvador: Advogada de imigração tem como missão representar brasileiros que desejam conquistar o Sonho Americano por meio de soluções jurídicas personalizadas. Nascida em Madureira, no Rio de Janeiro, e tendo vivido boa parte da sua vida no Complexo do Alemão (RJ), Larissa passou mais de dez anos em situação ilegal nos Estados Unidos; experiência que despertou sua vocação para o Direito Imigratório. Residente em Boca Raton, na Flórida, Larissa é licenciada pela Ordem dos Advogados (BAR) da Flórida e de Washington DC e está há seis anos à frente da Salvador Law, escritório especializado em imigração, onde atua em processos de vistos para trabalho/negócios, estudo e turismo; defesa em casos de deportação; pedidos de fiança; regularização de status e ações com base no VAWA (Violence Against Women Act). Seu trabalho vem sendo amplamente reconhecido: recebeu o prêmio Top 40 Under 40 pela National Black Lawyers Association; o título de Personalidade Feminina do Ano pelo International Business Institute; e foi nomeada entre os Advogados Mais Influentes de 2025, com destaque no The Washington Post. Atualmente, a Salvador Law se consolida como referência em atendimento a brasileiros nos EUA, oferecendo uma gama completa de serviços jurídicos em imigração. Saiba mais em: https://salvadorlawpa.com



