Inspirado nas vozes de Ailton Krenak e Sidarta Ribeiro, o novo espetáculo de Áurea Maranhão convida para uma travessia entre o barro, a música e a urgência de reinventar o mundo (Foto/Divulgação)
O espetáculo “Argila”, concebido por Áurea Maranhão, chega ao Teatro Napoleão Ewerton nesta sexta-feira (27), às 20h. A obra-instalação escava as urgências do presente, guiada pelas provocações do neurocientista Sidarta Ribeiro e do líder indígena Ailton Krenak. No palco, uma atriz, uma musicista e uma cidade em miniatura narram histórias de ancestralidade em meio a uma sociedade adoecida pelo sistema.
Com direção, dramaturgia e performance de Áurea Maranhão e direção musical de Valda Lino, a montagem é um ritual cênico onde palavra, barro e música respiram juntos. A narrativa é livremente inspirada em obras como “Sonho Manifesto” (Ribeiro) e “Ideias para Adiar o Fim do Mundo” (Krenak), obras que questionam o progresso a qualquer custo e propõem uma reconexão profunda com a natureza.
“Apesar dos desafios, tanto Ribeiro quanto Krenak oferecem perspectivas otimistas, convidando à transformação social. Suas vozes ressoam como faróis de esperança em meio às incertezas do presente”, revela Áurea. O espetáculo propõe uma travessia sensorial que começa na penumbra e culmina em um grito coletivo por reinvenção e uma ética radical do cuidado.
Realizado pelo núcleo artístico Terra Upaon Açú, o projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento a Núcleos Artísticos (PNAB/SECULT-SL), com recursos da Política Nacional Aldir Blanc.



