A cirurgiã-dentista Cristiane Barros Leal, especialista em Ortodontia e habilitada para o tratamento da apneia obstrutiva do sono com aparelhos intraorais, destaca a importância do diagnóstico precoce para melhorar a qualidade do sono e prevenir complicações à saúde (Foto/Divulgação)
Cerca de 49 milhões de brasileiros convivem com a apneia obstrutiva do sono, distúrbio caracterizado por interrupções repetidas da respiração durante o sono e que, quando não tratado, pode comprometer a saúde cardiovascular, metabólica e até cognitiva. Ronco intenso, pausas respiratórias, cansaço ao despertar e sonolência excessiva durante o dia estão entre os principais sinais de alerta e não devem ser encarados como algo normal.
Segundo a cirurgiã-dentista Cristiane Barros Leal, especialista em Ortodontia e habilitada para o tratamento da apneia com aparelhos intraorais, muitas pessoas convivem com o problema por anos sem buscar ajuda, acreditando que o ronco representa apenas um desconforto para quem divide o quarto.
“O ronco frequente merece investigação, principalmente quando é acompanhado de pausas na respiração, sono não reparador e cansaço durante o dia. A apneia interfere diretamente na qualidade de vida e aumenta o risco de diversas doenças. Felizmente, hoje existem tratamentos eficazes e personalizados, entre eles o aparelho intraoral, que tem proporcionado excelentes resultados para muitos pacientes”, destaca a especialista.
Uma das alternativas terapêuticas é o aparelho intraoral de avanço mandibular, confeccionado sob medida por cirurgião-dentista habilitado. O dispositivo promove um leve avanço da mandíbula durante o sono, favorecendo a abertura das vias aéreas e reduzindo os episódios de apneia e de ronco. A indicação é feita após avaliação clínica, especialmente para pacientes com apneia leve ou moderada e também para aqueles que não conseguem se adaptar ao uso do CPAP, equipamento tradicionalmente utilizado no tratamento da doença.
Cristiane Barros Leal ressalta que o aparelho oferece conforto, praticidade e boa adesão ao tratamento, sempre com acompanhamento da equipe médica e odontológica. A abordagem é respaldada pelas diretrizes da American Academy of Sleep Medicine e da American Academy of Dental Sleep Medicine, que recomendam o uso de aparelhos intraorais personalizados para pacientes que não toleram o CPAP ou optam por uma terapia alternativa.
Para a especialista, ampliar o conhecimento da população sobre a apneia do sono é fundamental para estimular o diagnóstico precoce. “A apneia tem tratamento e não deve ser negligenciada. Muitas pessoas recuperam a disposição, melhoram a qualidade do sono e passam a ter mais saúde quando recebem o diagnóstico correto e iniciam o tratamento adequado”, conclui.



