Projeto Pipas leva alerta sobre riscos da rede elétrica a escolas de São Luís

Nedilson Machado
De forma leve e lúdica, estudantes de São Luís participaram de teatro, gincanas e oficinas promovidas pelo Projeto Pipas, aprendendo que diversão e segurança precisam andar sempre juntas (Fotos/Divulgação)

 

Uma brincadeira tradicional entre crianças e adolescentes ganhou uma importante lição de segurança em escolas públicas de São Luís. Nos dias 27 e 28 de agosto, o Projeto Pipas, iniciativa do Grupo Equatorial, promoveu atividades educativas para alertar estudantes sobre os riscos de empinar pipas próximo à rede elétrica.

A ação foi realizada na UEB Tancredo Neves e no Colégio CEAPI, ambos na Cidade Operária, e no Centro de Ensino Barbosa de Godóis, no Monte Castelo. A iniciativa chega pela primeira vez ao Maranhão, com atividades também realizadas em Imperatriz, e utiliza uma linguagem lúdica para mostrar às crianças que a escolha do local e dos materiais usados na brincadeira pode evitar acidentes graves.

O alerta é reforçado pelos números da Equatorial Maranhão: somente nos primeiros seis meses de 2026, foram registradas 1.135 ocorrências envolvendo pipas na fiação elétrica em todo o Estado. Além de provocar interrupções no fornecimento de energia, esse tipo de ocorrência pode resultar em choques, queimaduras e até acidentes fatais.

Durante as ações, os estudantes participaram de teatro de bonecos com a Turma do Geral, formada pelos personagens Matraca, Maria Sol, Noca e Cerrito, além de gincanas interativas e oficinas de produção de pipas. O formato buscou transformar as orientações de segurança em uma experiência educativa e divertida.

Segundo o coordenador do Projeto Pipas, Jonas Macedo, a proposta é ensinar desde cedo que é possível manter a tradição da brincadeira sem colocar vidas em risco. O projeto já passou por 30 escolas e alcançou aproximadamente cinco mil crianças, segundo o coordenador.

Para a diretora-adjunta do Centro de Ensino Barbosa de Godóis, Palmira Furtado Pontes, a iniciativa contribui para conscientizar os estudantes sobre o uso correto das pipas e pode ajudar a reduzir acidentes relacionados à brincadeira.

Cerol e linha chilena aumentam o perigo

Um dos principais alertas do projeto é para que crianças e adolescentes jamais utilizem cerol ou linha chilena. Além de perigosos e sujeitos a restrições legais, esses materiais cortantes podem provocar ferimentos graves em pedestres, ciclistas e motociclistas.

Outro cuidado fundamental é não tentar retirar uma pipa que tenha ficado presa na rede elétrica. O uso de varas, barras metálicas, escadas ou qualquer outro objeto para alcançar o brinquedo pode colocar a pessoa em contato com a fiação e provocar acidentes graves.

De acordo com o executivo de Segurança do Trabalho da Equatorial Maranhão, Gabriel Vieira, levar esse conhecimento para dentro das escolas ajuda a formar uma cultura de prevenção desde a infância. A companhia mantém ações permanentes de conscientização por meio do Movimento VC+ Seguro, com atividades em escolas, comunidades e instituições.

Brincadeira segura

A orientação é que pipas sejam empinadas somente em campos e espaços abertos, longe de postes, fios e demais componentes da rede elétrica. Também é importante evitar ruas e locais de circulação de veículos, especialmente motocicletas e bicicletas.

Caso a pipa fique presa na fiação, não se deve tentar recuperá-la. A recomendação é manter distância da rede elétrica e procurar os canais oficiais de atendimento da Equatorial Maranhão.

O Projeto Pipas foi desenvolvido pelo Instituto Cultural Amazônia do Amanhã (ICAA), por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura Semear, do Governo do Estado do Pará, com patrocínio do Grupo Equatorial.

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