FIEMA e CIEMA destacam papel da Eneva na economia maranhense

Nedilson Machado
Cláudio Azevedo, vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do CIEMA, destacou a segurança energética como um dos fatores capazes de impulsionar a atração de investimentos para o Maranhão (Fotos/Divulgação)

A expansão da oferta de energia, o aproveitamento do gás natural e a formação de mão de obra estiveram entre os principais temas apresentados pela Eneva no 5º Encontro do projeto Conhecendo a Indústria, realizado na quarta-feira (19). Promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e pelo Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (CIEMA), a iniciativa busca aproximar o setor produtivo de informações sobre investimentos, tecnologias e oportunidades econômicas.

Com o tema “Segurança Energética Gerando Oportunidades”, a apresentação abordou o papel do Maranhão na matriz energética brasileira e os impactos da atuação da companhia sobre a economia estadual. A Eneva mantém operações no Complexo Parnaíba, em Santo Antônio dos Lopes, na usina termelétrica do Porto do Itaqui, em São Luís, e nas unidades Geramar, em Miranda do Norte.

Segundo Elias Ramos, diretor regional da Eneva no Maranhão, a empresa está no Estado há 16 anos e tem entre seus desafios a formação de profissionais para uma atividade de alta complexidade tecnológica. Ele destacou que trabalhadores maranhenses já ocupam funções em operações da companhia fora do Estado.

ENERGIA E GÁS NATURAL– A companhia informou que suas operações no Maranhão somam 2,6 gigawatts de capacidade instalada, volume que, segundo os parâmetros apresentados, seria suficiente para atender cerca de 29 milhões de pessoas em residências. A geração termelétrica foi apresentada como importante mecanismo de suporte ao sistema nos períodos de menor participação das fontes renováveis.

Durante o encontro, a Eneva destacou o crescimento do consumo nacional de eletricidade. A projeção apresentada aponta aumento da demanda diária de 68 gigawatts para 115 gigawatts até 2035. Nesse cenário, a companhia defende a combinação de diferentes fontes para garantir confiabilidade e flexibilidade ao sistema. O gás natural também foi apontado como estratégico para ampliar a segurança energética e levar o combustível a regiões afastadas da rede convencional de gasodutos.

No Maranhão, a empresa está implantando uma terceira unidade de produção no Complexo Parnaíba. O projeto representa investimento estimado em cerca de R$ 1 bilhão e integra os empreendimentos previstos para este ano e o próximo. Com a expansão, a capacidade de produção de gás natural liquefeito deverá passar de 600 mil para 900 mil metros cúbicos.

FORNECEDORES E ARRECADAÇÃO– A relação com empresas maranhenses também foi destacada durante o encontro. Segundo os dados apresentados, a Eneva contava, em 2025, com aproximadamente 160 fornecedores cadastrados no Estado, sendo mais de cem ativos na prestação de serviços ou no fornecimento de materiais. Atualmente, a base estadual reúne 691 fornecedores. O volume acumulado de compras de materiais e serviços chegou a aproximadamente R$ 550 milhões, com projeção de alcançar R$ 630 milhões até dezembro. O recolhimento de impostos associado a esse montante é estimado em R$ 126 milhões.

A operação também gera recursos para o poder público. Conforme os números apresentados, as atividades da empresa no Maranhão resultaram em cerca de R$ 1,5 bilhão em participações governamentais, distribuídas entre estados, municípios produtores, cidades afetadas pela infraestrutura de gasodutos e União.

A companhia informou ainda que já perfurou mais de 200 poços no Complexo Parnaíba e mantém cerca de 85 produtores em operação. As atividades abrangem pesquisa, perfuração, construção e operação de estruturas distribuídas por municípios da região central do Estado.

IMPACTO SOCIAL– Além dos investimentos na cadeia energética, a Eneva apresentou projetos de responsabilidade social desenvolvidos nas áreas de influência de suas operações. Entre eles está o Vila Canaã, na Grande São Luís, que recebeu mais de R$ 17 milhões em investimentos. Segundo a empresa, os beneficiários já movimentaram mais de R$ 700 mil com a comercialização de produtos.

O programa Elas Empreendedoras também foi apresentado. Voltado ao empreendedorismo feminino em comunidades tradicionais e quilombolas, reúne ações de alfabetização, capacitação e letramento digital. Alguns produtos desenvolvidos pelas participantes já são comercializados em plataformas de comércio eletrônico. Para Elias Ramos, a aproximação com entidades empresariais contribui para discutir infraestrutura, fornecedores e caminhos para o desenvolvimento econômico.

Cláudio Azevedo, vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do CIEMA, destacou a segurança energética como um dos fatores capazes de impulsionar a atração de investimentos para o Maranhão. “Nós precisamos valorizar o que já temos aqui: segurança energética, seja por meio das hidrelétricas, seja pela geração termelétrica e pelo gás natural. A Eneva vem mostrar justamente essa estrutura e o potencial que o Estado possui para atrair novos investimentos. O Maranhão é abençoado não apenas pelo Porto do Itaqui, mas também pelas reservas de gás, especialmente na região central, onde a empresa está instalada. São recursos que estavam no subsolo maranhense e que hoje são transformados em desenvolvimento por meio de grandes investimentos”, afirmou.

Compartilhe este artigo