Vila Galé confirma inauguração do primeiro hotel em outubro e marca nova fase para o Centro Histórico de São Luís

Nedilson Machado
Na coletiva hoje à tarde, o governador Carlos Brandão apresentando aos jornalistas os detalhes da parceria com o Grupo Vila Galé, ao lado do fundador da rede, Jorge Rebelo de Almeida. Em destaque, uma das suítes do Vila Galé Collection São Luís – Ópera e a fachada do primeiro hotel da rede no Maranhão, instalado na histórica Casa do Maranhão (Fotos/Divulgação)

Grupo português investe mais de R$ 100 milhões na recuperação de casarões históricos e aposta no Maranhão como novo destino internacional, com voo direto entre Lisboa e São Luís

A contagem regressiva começou. O primeiro empreendimento da rede portuguesa Vila Galé no Maranhão já tem data para abrir as portas e promete marcar um novo capítulo na história do turismo maranhense. Instalado na antiga Casa do Maranhão, na Rua do Trapiche, no Centro Histórico de São Luís, o Vila Galé Collection São Luís – Ópera será inaugurado em dois momentos especiais: no dia 1º de outubro, em um evento voltado para arquitetos, decoradores, empresários e lojistas parceiros do projeto, e oficialmente no dia 27 de outubro, data que também marcará a chegada do voo internacional TAP ligando Lisboa a São Luís, reforçando a conexão entre Portugal e a capital maranhense.

O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (21), reunindo o presidente e fundador do Grupo Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, e o governador do Maranhão, Carlos Brandão, que apresentaram detalhes do projeto considerado um dos maiores investimentos privados já realizados na revitalização do Centro Histórico da capital.

Turismo como ferramenta de revitalização

Mais do que construir hotéis, o projeto representa um novo conceito de desenvolvimento urbano. Segundo o governador Carlos Brandão, a implantação dos dois empreendimentos integra um amplo programa estadual de recuperação do Centro Histórico, baseado na restauração de prédios públicos, na reocupação dos imóveis e na valorização do patrimônio arquitetônico.

Brandão explicou que o Governo do Estado promoveu um complexo trabalho de reorganização dos imóveis históricos, transferindo atividades que funcionavam nos casarões para outros espaços restaurados antes de disponibilizá-los para a implantação dos hotéis. A iniciativa faz parte de um programa que já contempla a recuperação de cerca de 22 edifícios históricos, com o objetivo de devolver vida ao conjunto arquitetônico reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade.

O primeiro hotel ocupará a antiga Casa do Maranhão, oferecendo 40 apartamentos em estilo colonial. O segundo empreendimento será instalado em outro conjunto de casarões da Rua Portugal, com mais de 60 apartamentos e cinco restaurantes, consolidando um novo polo de hospedagem e gastronomia no coração da cidade.

“Uma cidade sem patrimônio perde a sua alma”

Durante a coletiva, o presidente do Grupo Vila Galé destacou que a preservação da memória histórica é um dos pilares da filosofia empresarial da rede, responsável por hotéis em Portugal, Brasil e outros destinos internacionais.

“Nós acreditamos que turismo e cultura devem andar juntos. É obrigação de todos nós preservar e recuperar os centros históricos, porque eles mantêm viva a memória do que fomos e ajudam a construir o futuro. Quando investimos em infraestrutura para o turismo, antes de tudo estamos melhorando a cidade para quem vive nela. Por isso, o turismo é um dos pilares do desenvolvimento econômico”, afirmou Jorge Rebelo de Almeida.

O empresário ressaltou ainda que recuperar edifícios históricos sempre representou uma das maiores vocações da Vila Galé: “Investir é a nossa paixão, seja em Portugal, no Brasil ou em qualquer outro país. Uma cidade que não recupera seu patrimônio histórico é uma cidade sem alma. Restaurar um prédio dessa dimensão para transformá-lo em hotel é um enorme desafio, mas o resultado é um produto de excelência, único e diferenciado para a cidade.”

Investimento superior a R$ 100 milhões

Segundo Carlos Brandão, o conjunto das obras representa investimentos superiores a R$ 100 milhões, movimentando a economia local desde o início das intervenções.

As obras empregam cerca de 220 trabalhadores, em sua maioria contratados por empresas maranhenses, contribuindo para a geração de renda e fortalecendo a cadeia produtiva da construção civil e do turismo.

A expectativa é que, com a entrada em operação dos dois hotéis e a implantação do voo internacional direto entre Lisboa e São Luís, o Maranhão passe a ocupar uma posição estratégica no turismo nacional e internacional, ampliando a oferta de hospedagem de alto padrão e consolidando o Centro Histórico como um dos principais destinos culturais do Brasil.

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