O diretor Neto Borges, o líder indigenista Anuiá Amarü e o produtor cultural Juliano Basso são os debatedores da live desta quarta-feira (4)
A live “Prosa Cultural” desta quarta-feira (4) recebe convidados especiais no Instagram da Casa de Cultura Cavaleiros de Jorge.
Anuiá Amarü (povo Yawalapiti), Juliano Basso (produtor cultural e indigenista) e o diretor Neto Borges (produtora Olho Filmes) debatem a realização do documentário Tempo de Kuarup e a criação do banco de imagens dessa tradição.
A obra registra o ritual funerário do Alto Xingu e a histórica homenagem ao antropólogo Darcy Ribeiro em 2012. O projeto contou com a parceria da Fundação Darcy Ribeiro, patrocínio do IPHAN e do Ministério da Cultura, focando na importância do registro e salvaguarda do patrimônio cultural.
Um pouco sobre cada um deles:
Anuiá Amarü é uma importante liderança, artista e mestre de saberes do povo Yawalapiti, habitante do Alto Xingu, no Mato Grosso. Ele descende de uma linhagem de pajés e líderes dos povos Kamayurá e Yawalapiti. Entre as suas principais contribuições e atividades destacam-se: Liderança e Coordenação: Atua como coordenador do Pontão de Culturas Indígenas e é mestre de cerimonial da Aldeia Multiétnica na Chapada dos Veadeiros, onde promove o intercâmbio cultural entre diferentes etnias
Juliano George Basso é um produtor cultural, indigenista e gestor com mais de 30 anos de experiência no setor. É o fundador e atual coordenador da Aldeia Multiétnica que ganhou vida em 2007 na Chapada dos Veadeiros para proporcionar vivências e integração com costumes, tradições e modos de vida de etnias indígenas do Brasil e das Américas.
Já Neto Borges, é natural de Carolina, Maranhão, e tem uma carreira focada na documentação de realidades brasileiras profundas. Destaque para De Longe Toda Serra é Azul (2023): um de seus trabalhos mais recentes, o documentário narra a trajetória do indigenista Fernando Schiavini. O filme percorre aldeias e reflete sobre a causa indígena no Brasil. Vale conferir também: Servidão (2024): codirigido com Renato Barbieri, este documentário aborda o trabalho escravo contemporâneo na Amazônia brasileira, com narração de Negra Li e, claro, Ventos que Sopram Maranhão (2021): série documental que explora a riqueza cultural e os desafios do estado do Maranhão.



