Festival de Quadrilhas traz cores e alegria a Ilha

Nedilson Machado

Na hora de escolher o traje para dançar quadrilha o que vale mesmo é escolher um look bem colorido: xadrezes, florais grandes e pequenos, listras – misture tudo! O mix de estampas é uma das características da roupa caipira.

 

“Quadrilhas” de São João quem não gosta de apreciar? Além dos passos criativos e desengonçados dos casais participantes e o do vocabulário afrancesado (como “anarriê”, “otrefuá”, “balancê”, “travessê” e outros “ês”), você pode apreciar um mix de modelitos de encher os olhos de cores, texturas, estampas, tudo que lembra a indumentária padrão da brincadeira que hoje domina todo o Nordeste.

E como São Luís não fica nada a dever em matéria de animação em festejo junino, o blog traz hoje uma dica para quem aprecia esta contagiante brincadeira, em gênero, número e grau.

É o Festival de Quadrilhas que rola hoje no Arraial da Praça Maria Aragão, prometendo reviver essa tradição em grande estilo, com muito colorido, beleza e irreverência.

Segundo informações da assessoria de imprensa da FUNC, ao todo, doze quadrilhas irão mostrar suas criações coreográficas, figurino e musicalidade típicos da manifestação.

O Festival terá início às 19h e contará com a participação das quadrilhas: “Alegria da Vila”, “Flor Esperança”, “Francesa”, “Império do Sertão”, “Juventude do Sertão”, “Matutos do Olho D’água”, “Princesa da Felicidade”, “Princesa da Ilha”, “Rainha do Nordeste”, “Rainha do Sertão”, “Sai Quem Quer” e “Simpatia Nordestina”.
Detalhe: além do Festival, a noite será embalada a partir das 21h pelo show do cantor Guilherme Gusmão. O artista é um dos mais novos expoentes da cena do reggae maranhense e já participou de diversos festivais em todo o país. Com um repertório variado, ele promete colocar todo o público para dançar.

A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Ela foi trazida junto com a vinda da Corte Real Portuguesa e com várias missões culturais francesas que estiveram no país na mesma época.

A quadrilha é dançada por um número de par de casais que varia muito, a depender do local da dança. Na categoria profissional exige um mínimo de dezesseis pares.

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