Maranhão atrai olhares do setor energético dos Estados Unidos

Nedilson Machado
Segundo o vice-presidente executivo da FIEMA, Celso Gonçalo, o objetivo é alinhar a formação profissional às demandas de setores como petróleo, gás e energias renováveis, ampliando a capacidade do estado de receber novos empreendimentos industriais (Fotos/Divulgação)

 

O estado está no mapa estratégico de grandes investidores americanos. Em visita à FIEMA, o consultor internacional Mark S. Langevin destacou que empresas de energia dos EUA querem estreitar o diálogo com o Maranhão, de olho no potencial de petróleo, gás e fontes renováveis.

A fórmula do sucesso, segundo Langevin, é o equilíbrio: produzir hidrocarbonetos para atender à demanda global enquanto se investe em energia limpa para o consumo interno. “Podemos eletrificar o estado enquanto produzimos petróleo e gás para o mundo que precisa”, resume o especialista.

Na FIEMA, Mark S. Langevin participou de uma reunião que contou com as presenças dos vice-presidentes executivos Luiz Fernando Renner e Celso Gonçalo, que representaram o presidente da FIEMA, Edilson Baldez. Também participaram o diretor João Batista Rodrigues, o superintendente César Miranda, o coordenador de Ações Estratégicas Geraldo Carvalho e o economista do Observatório da Indústria do Maranhão, Carlos Eduardo Campos.

Segurança e talento: os pilares do investimento

Para transformar esse interesse em contratos reais, o encontro apontou dois fatores cruciais:

  • Agilidade Institucional: A sintonia entre governo e iniciativa privada é o que dita a velocidade dos licenciamentos e a segurança jurídica para quem investe.
  • Mão de Obra Qualificada: Para Luiz Fernando Renner, vice-presidente da FIEMA, a qualificação técnica é o melhor cartão de visitas do estado. “Ter profissionais prontos para o setor de petróleo e gás sinaliza um ambiente propício para negócios de alto valor”, afirma.

Adição, não apenas transição

O debate também trouxe uma nova perspectiva sobre o setor: em vez de apenas substituir fontes de energia, o foco deve ser a “adição energética”. Com a expectativa sobre a Margem Equatorial, o Maranhão se posiciona não apenas para mudar sua matriz, mas para expandir sua relevância econômica e gerar novos empregos.

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