Dia da Fotografia: Marcus Studio reflete sobre a arte de fotografar em tempos de ‘selfies’ e redes sociais

Nedilson Machado
Fotógrafo dedicado e sempre muito amável com o público, Marcus Studio é um nome referência na fotografia social maranhense (Fotos/Divulgação/Marcus Studio)

 

Alegria, tristeza, guerra e até a luta pela sobrevivência podem ser vistas por meio de fotografias. Mais do que registrar momentos, as fotos transmitem mensagens, contam histórias e levam a importantes reflexões. Para estar à frente na captação de imagens com precisão e técnicas, fotógrafos e adeptos dessa prática buscam novos caminhos e conhecimentos.

O texto baseado no pensamento do fotógrafo francês e considerado pai do fotojornalismo, Henri Cartier-Bresson, recebe o aval do fotógrafo maranhense Antonio Marcos Costa Bento, ou simplesmente Marcus Studio, que espera que neste Dia Mundial da Fotografia que se aproxima, 19 de agosto, os fotógrafos  de todo mundo continuem honrando a profissão.

Paisagens turísticas e monumentos históricos são temas recorrentes de Marcus Studio

Hoje com 51 anos, Marcus Studio começou a fotografar aos 15 anos de idade, inspirado pelos monumentos históricos de São Luís. São 36 anos de profissão, período que acumulou no seu acervo mais de 100 mil registros fotográficos, que retratam temas diversos e fazem a história das últimas três décadas dos ludovicenses.

Marcus, aos 17 anos, começou a trabalhar com este jornalista como repórter fotográfico na noite maranhense e tinha como cenário a Boate Gênesis, templo da geração dourada dos anos 80 e 90, acompanhando os fatos “baladeiros” da Coluna “São Luís a Noite”,  que NM assinava no jornal O Estado.

Nesse período fez grandes amizades com os jovens promissores que ali se divertiam nos fins de semana, sendo posteriormente autor das fotos de inúmeros casamentos e até 15 anos de filhos dessa galera elegante e animada.

Fotógrafo dedicado e sempre muito amável com o público, Marcus Studio é um nome referência na fotografia social maranhense mas nem por isso deixou de ser abalado pela evolução do tempo e a concorrência avassaladora dos ditos “influenciadores” e criadores de “conteúdo” que tomaram espaço usando seus smartphones a torto e a direita para alimentar as redes sociais, essas “modernices” que deixaram também os tradicionais colunistas sociais a ver navios.

Marcus considera esse fenômeno como uma nova forma de difusão e democratização da fotografia. E ele, por exemplo, não se nega às vezes em deixar sua poderosa câmara fotográfica Canon de lado para fazer uso de smartphones e gerar clics para uso pessoal do seu público. “O celular é mais prático para fazer registros que requerem rapidez no envio de imagens para sites ou redes sociais”, atesta.

Ensaios para noivas e debutantes tomaram algumas horas do precioso tempo do fotógrafo Marcus Studio ao longo de seus 36 anos de carreira

 

É isso aí. Mas não foi com câmeras de celular que Marcus Studio levou inúmeros trabalhos para exposições. Foi autor de mostras fotográficas concorridas aqui na cidade: temas como “Juventude Maranhense”, no Tropical Shopping; “Pássaros”, no São Luís Shopping, e, claro, sobre eventos de “Casamento”, são alguns exemplos.

Entretanto, democratização da fotografia à parte, Marcus Studio lamenta hoje o desprestígio da profissão. “Existe um verdadeiro exército de fotógrafos em ação nos eventos sociais. A fotografia virou artigo popular e como consequência disso redução de valores do trabalho profissional”, lamenta.

É verdade. Mas ele, apesar de ter desativado seu estúdio fotográfico que mantém na Península da Ponta D’areia, nos tempos da pandemia, para fazer atendimento on line, e já ter enveredado por outros ramos profissionais, não pensa, jamais, em abandonar a arte da fotografia. Parabéns.

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